- Mais de 3.000 agentes federais de imigração chegaram a Minnesota, ampliando a operação iniciada em dezembro e aumentando as tensões em Minneapolis e St. Paul.
- Moradores dizem que há confrontos entre civis e agentes, que as pessoas carregam passaportes e documentos para não serem paradas e que evitam sair de casa sempre que possível.
- Incidentes marcantes incluem agressões de agentes contra estudantes e a prisão de uma professora na Roosevelt High School, a poucos quarteirões de suas casas; a morte de uma agente do ICE em Minneapolis também gerou protestos.
- Escolas e hospitais relatam quedas no fluxo de pessoas: algumas escolas adotaram ensino à distância e médicos afirmam que emergências podem ter menos pacientes infantis por medo da exposição.
- Em meio ao medo, cresce um sentimento de orgulho e de união em comunidades, embora muitos sintam que a cidade está “ocupada” e temem que a região seja apenas o começo de uma escalada similar em outras áreas.
O envio de mais de 3 mil agentes federais do ICE para Minnesota transformou a vida em Minneapolis e St. Paul. Moradores relatam confrontos entre civis e oficiais, a necessidade de portar passaporte e documentos o tempo todo, e o medo de ser abordado em público. O clima é de tensão e mudanças de rotina.
A operação começou em dezembro, com o aumento da presença em janeiro. A escalada ocorreu após um policial do ICE ter atirado em uma mulher em Minneapolis, o que provocou protestos na cidade. A situação levou famílias a se manterem em casa e a preocupações com a segurança de crianças em locais públicos.
Ao longo da semana, mais de 150 moradores conversaram com a reportagem sobre como a presença federal mudou a vida cotidiana. Muitos descrevem a cidade como ocupada ou sob cerco, com relatos de perfis raciais de cidadãos tribais em destaque e várias precauções adotadas por comunidades diversas.
Impactos nas rotina e comunidades
Moradores relatam que mulheres grávidas recebem orientações médicas sobre reações a gás de pimenta e a possibilidade de interromper atividades públicas. Professores mencionam queda no número de alunos presentes e a opção por ensino remoto em algumas escolas de St Paul.
Profissionais de saúde relatam demanda reduzida em pronto-socorros infantis, com famílias relutantes em levar crianças doentes. O temor aos confrontos e ao uso de produtos químicos em bairros também é citado por trabalhadores e terapeutas.
Entretanto, há quem reconheça um senso de solidariedade entre vizinhos, com redes locais mobilizadas para apoiar famílias, organizar rondas de monitoramento de rotas de deslocamento e providenciar itens essenciais para protestos, quando necessário.
Deslocamento, serviços e perspectivas
Alguns moradores optaram por mudar temporariamente de local com familiares em outros estados para reduzir a exposição à violência. Outros destacam que, apesar do medo, existe orgulho da comunidade e da capacidade de se organizar diante da adversidade, como ocorreu em momentos de protestos after George Floyd.
À medida que a operação continua, há quem avalie a continuidade de morar na região. A presença de agentes federais, o uso de teirosgas e a circulação de informações em tempo real sobre abordagens aumentaram a sensação de vulnerabilidade entre famílias, educadores e profissionais de saúde.
Fontes locais destacam que a experiência em Minnesota pode servir como teste sobre como comunidades reagem a operações federais em áreas urbanas, com impactos variados sobre educação, saúde e segurança pública. As autoridades não comentaram formalmente sobre planos futuros.
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