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Fraude no CNJ tentou expedir mandados de prisão contra Lula e Moraes

Fraude no CNJ tenta expedir mandados contra Lula e Moraes; acessos comprometidos indicam substituição de dados, mas mandados não foram expedidos

O presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes
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  • Uma fraude no CNJ tentou expedir mandados de prisão contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes; os mandados não chegaram a ser expedidos.
  • A fraude envolveu a substituição indevida de dados de um mandado por dados vinculados a autoridades brasileiras, com credenciais de acesso possivelmente comprometidas.
  • A apuração aponta uso de senhas de juízes na ação ilegal, que teria vazado em decorrência de roubo de credenciais; o CNJ afirma que não houve invasão aos seus sistemas.
  • Em dezembro, o CNJ teve o sistema invadido; quatro presos fugiram de um presídio de Belo Horizonte com habeas corpus falsos, em meio a investigações que apontam um hacker como líder.
  • O STF condenou, no ano passado, Carla Zambelli e um hacker por invadir o CNJ em 2023; o invasor afirmou ter recebido dinheiro da ex-deputada para a ação, que ela nega.

Uma fraude no sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) visou expedir mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo o CNJ, os mandados não chegaram a ser expedidos.

A apuração aponta que houve substituição indevida de dados vinculados a mandados por dados de autoridades brasileiras. O CNJ informou ainda que houve uso de credenciais de acesso comprometidas, possivelmente vazadas após roubo de credenciais. Não houve invasão ou violação dos sistemas do CNJ, segundo a instituição.

O episódio ocorre em meio a um histórico de ataques ao CNJ envolvendo invasões de sistemas e emissão de documentos falsos. Em 2023, o STF condenou Carla Zambelli e um hacker por invasão ao CNJ em 2023, que resultou na emissão de um mandado de prisão falso contra Moraes.

Segundo apuração, haveria uma relação entre o líder do crime cibernético identificado pela polícia e o uso de portas de acesso indevidas. Em depoimentos, o hacker afirmou ter recebido dinheiro de uma ex-deputada para a invasão, que a defesa da mulher questiona, negando as acusações e afirmando perseguição.

A polícia investiga a cadeia de envolvidos, incluindo possíveis mensagens entre os suspeitos e registros de acesso a sistemas do CNJ. Não há confirmação de participação direta de autoridades, nem indicação de que as credenciais tenham sido utilizadas além do ambiente do CNJ.

Até o momento, o CNJ confirmou apenas que não houve expedição de mandados, e que o incidente não comprometeu a integridade dos seus sistemas. As autoridades seguem reunindo provas para esclarecer a autoria e a motivação da fraude.

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