- O governo francês sobreviveu, em Paris, ao primeiro de dois votos de confiança no parlamento, acionado pela decisão de aprovar a parte de gastos do orçamento de 2026 sem o aval final da Assembleia Nacional; 269 deputados votaram a favor da moção apresentada pela esquerda radical, pelos verdes e pelos comunistas, e eram necessários 288 votos para derrubar o governo.
- Um segundo voto deverá ocorrer em breve; se também falhar, o primeiro-ministro Sebastien Lecornu acionará novamente o art. 49.3 da Constituição para impor a parte de despesa do orçamento à Assembleia Nacional, o que tende a provocar novas votações de desconfiança.
- O governo tem contornado o parlamento após meses de negociações que não resultaram em um projeto orçamentário capaz de passar pela Câmara baixa, onde nenhum partido possui maioria.
- Lecornu fez concessões de última hora neste mês para obter o apoio dos socialistas, que concordaram em não derrubar o governo caso recorresse aos poderes constitucionais especiais.
- O orçamento prevê déficit abaixo de cinco por cento do PIB, mas ainda acima do teto de três por cento da União Europeia; a oposição de extrema direita (Rassemblement National) não tem grande chance de sucesso na moção subsequente.
O governo francês sobreviveu nesta sexta-feira ao primeiro de dois votos de desconfiança no parlamento. A moção foi apresentada pela esquerda radical, os verdes e os comunistas, por discordar da passagem rápida da parte de renda do orçamento de 2026 sem a aprovação final da Assembleia Nacional. Antony recebeu 269 votos a favor, 288 eram necessários para derrubar o governo.
O segundo voto está programado para ocorrer em breve. Se também falhar, o primeiro-ministro Sebastien Lecornu pode, novamente, invocar o artigo 49.3 da Constituição para fazer passar a parte de despesa do orçamento pela Assembleia, o que provavelmente desencadeará novos votos de desconfiança.
Contexto e posições
A tensão surge diante de meses de negociações sem sucesso para aprovar um projeto de orçamento que controle o déficit, já que nenhum partido tem maioria estável na Câmara. O governo recorre a poderes constitucionais excepcionais para manter o orçamento em andamento, mesmo com a oposição pressionando por mudanças.
Definições e impactos
Lecornu informou que o déficit orçamentário não deve exceder 5% do PIB, abaixo dos 5,4% de 2025, mas ainda acima do teto de 3% da União Europeia. O segundo movimento de desconfiança, do RN, é visto como menos viável, já que deputados de esquerda costumam não apoiar as iniciativas da oposição.
Posições e perspectivas
O governo espera que o orçamento completo seja adotado até a metade de fevereiro, segundo uma autoridade do governo. Enquanto isso, o impacto político segue sob análise, com o país ainda dependendo de um orçamento de emergência para manter as finanças em funcionamento.
Fontes e contexto
As informações foram apuradas pela Reuters, a partir de depoimentos de membros do parlamento e assessorias do governo. Outras observações de imprensa não substituem a confirmação oficial de como o orçamento será encaminhado nos próximos dias.
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