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Greve de moradores de Minnesota protesta contra o aumento do ICE no estado

Protesto no Minnesota pede saída do ICE e investigação de violações constitucionais; centenas de empresas fecham e museus aderem, com marcha às 14h

Students from St Paul public schools at an anti-ICE protest.
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  • A mobilização de protesto “Dia da Verdade e da Liberdade” iniciou na sexta-feira com líderes comunitários, religiosos e sindicais, contra o aumento da presença do Immigration and Customs Enforcement (ICE) no estado.
  • Os organizadores pedem a saída do ICE de Minnesota, responsabilização do oficial que matou uma mulher desarmada em Minneapolis e o fim de financiamentos federais adicionais à agência, além de uma investigação por violações de direitos humanos e constitucionais.
  • Centenas de empresas locais fecharam em solidariedade, e milhares devem faltar ao trabalho ou não fazer compras na sexta-feira.
  • Instituições culturais de Minneapolis—incluindo o Walker Art Center, o Minneapolis Institute of Art, o Science Museum of Minnesota e o Minnesota Children’s Museum—também vão fechar no dia.
  • O epicentro das ações é uma marcha no centro de Minneapolis às 14h, seguida de comício no Target Center; o movimento conta com o endosso da Federação Regional dos Trabalhadores de Minnesota (AFL-CIO) e de sindicatos locais.

O movimento de protesto no Minnesota ganhou resposta massiva neste sexta-feira, com um dia de greve e boicote: ninguém trabalha, não estuda e não faz compras. A ação é liderada por líderes comunitários, religiosos e sindicatos, em oposição ao aumento de ações da Immigration and Customs Enforcement (ICE) no estado.

O protesto, denominado Dia de Verdade e Liberdade, surge após a morte de Renee Good, mulher não armada morta por um agente federal de imigração em Minneapolis no início deste mês. Os organizadores cobram retirada do ICE de Minnesota e responsabilização criminal do agente envolvido, além de bloquear novos financiamentos federais à agência e investigar, por violação de direitos humanos e constitucionais.

Centenas de empresas locais aderiram ao movimento, anunciando fechamentos em solidariedade. Milhares devem deixar seus empregos, e outras pessoas vão às compras de maneira restrita neste dia. A cidade de Minneapolis informou apoio da Câmara Municipal à paralisação e à greve geral.

Instituições culturais da região também aderiram ao protesto, com fechamento de museus e centros culturais, como o Walker Art Center, o Minneapolis Institute of Art, o Science Museum of Minnesota e o Minnesota Children’s Museum. O cronograma prevê uma marcha no centro da cidade às 14h, seguida de comício no Target Center.

A liderança sindical destaca as condições climáticas extremas previstas para a sexta, com tempestade de frio e sensação térmica de até -20°C. Segundo Chelsie Glaubitz Gabiou, presidente da Minnesota Regional Labor Federation, AFL-CIO, a mobilização também dá espaço para relatos de solidariedade e ações individuais de participantes.

A Minnesota AFL-CIO, que reúne mais de 1.000 sindicatos afiliados, apoiou publicamente o dia de ação, ao lado de diversas entidades sindicais locais. Kieran Knutson, presidente da Local 7250 da Communications Workers of America, afirmou à imprensa que a iniciativa busca mecanismos efetivos para deter o que descreveu como ataques e violência institucionais.

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