- A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, dissolveu o Parlamento nesta sexta-feira, abrindo caminho para eleições antecipadas marcadas para oito de fevereiro.
- A coalizão governista, formada pelo Partido Liberal Democrático e pelo Partido da Inovação do Japão, detém apenas uma maioria estreita na Câmara Baixa.
- Takaichi busca apoio público para medidas de proteção às famílias diante do aumento do custo de vida e para impulsionar os gastos com defesa.
- Dados de inflação divulgados nesta sexta-feira mostraram desaceleração para 2,4% em dezembro, ainda acima da meta de dois por cento, com subsidios a eletricidade e gás contribuindo para a queda.
- O governo aprovou um orçamento recorde de 122,3 trilhões de ienes para o ano fiscal que começa em abril de 2026, enquanto opositores dizem que a dissolução pode atrasar a aprovação no Parlamento.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, dissolveu o Parlamento nesta sexta-feira, abrindo caminho para eleições antecipadas em 8 de fevereiro. A medida foi anunciada após consulta com o presidente da Câmara Baixa. O objetivo é buscar apoio público para medidas de combate ao custo de vida e para aumentar os gastos com defesa.
Takaichi, a primeira mulher a chefiar o governo japonês, já havia sinalizado a dissolução na segunda-feira. O gesto ocorre em meio a uma coalizão governista com o Partido da Inovação do Japão, que detém apenas uma maioria estreita na Câmara Baixa.
O ato de dissolução ocorreu diante de um cenário de descontentamento com a inflação e a fraqueza do iene. Parlamentares reagiram entoando o grito de guerra tradicional, banzai, ao anunciar a dissolução.
Contexto político e econômico
A coalizão PLD-PIJ controla a Câmara Baixa, mas com apoio insatisfatório entre eleitores. Analistas destacam que a popularidade recente do gabinete pode não se traduzir em votos para o PLD, conforme avaliação de especialistas consultados pela imprensa.
Dados oficiais indicaram que a inflação desacelerou em dezembro, beneficiada por subsídios governamentais a eletricidade e gás. O Índice de Preços ao Consumidor subiu 2,4% em relação a dezembro do ano anterior, excluindo alimentos voláteis.
Apesar da queda, a inflação permanece acima da meta de 2% do banco central. A elevação dos preços de alimentos, especialmente arroz, segue como tema central de preocupação para famílias japonesas.
O governo aprovou um orçamento recorde de 122,3 trilhões de ienes para o ano fiscal que começa em abril de 2026, com foco em medidas para conter a inflação e fortalecer a economia. Críticos argumentam que a dissolução pode retardar a tramitação no Parlamento.
Hidehiro Yamamoto, professor de ciência política, aponta que o apoio público não necessariamente se converte em apoio ao PLD, destacando a necessidade de ver como os eleitores respondem às políticas de combate à inflação.
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