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Relações de Trump com o maior banqueiro dos EUA chegam ao fundo do poço

Conflito entre Trump e Jamie Dimon atinge ponto crítico após Trump abrir ação de $5bn contra JP Morgan, sinalizando rompimento de relação

Donald Trump with Jamie Dimon (left) in 2017, when corporate America was scrambling to enter the president’s orbit after his election win.
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  • Trump abriu processo de $5bn contra JP Morgan e Jamie Dimon, alegando fechamento de contas por motivos políticos após os ataques ao Capitólio em 2021.
  • A relação entre os dois, que já havia sido próxima no início do governo, deteriorou-se ao longo dos anos, com divergências desde a saída dos EUA do Acordo de Paris até críticas de Charlottesville.
  • O JP Morgan afirmou que o fechamento de contas ocorreu por riscos legais ou regulatórios, e que a ação é sem mérito.
  • Dimon, que já apoiou políticas de Trump em determinadas áreas, passou a criticar, publicamente, a independência do Federal Reserve ao defender Jerome Powell.
  • Em Davos, Dimon alertou sobre IA e criticou propostas de teto de juros de Trump, sugerindo que os EUA ficaram menos confiáveis sob a gestão do presidente.

Donald Trump acionou JP Morgan Chase e Jamie Dimon com uma ação de responsabilidade civil de 5 bilhões de dólares, alegando fechamento de contas por motivos políticos após o 6 de janeiro de 2021. A instituição afirmou que encerrou contas para evitar riscos legais e regulatórios, e não por perseguição política. Local: EUA, data recente.

O inquérito marca o maior desfecho público de uma relação que começou com Dimon integrando o conselho estratégico da administração Trump em 2016. O banqueiro, de 69 anos, ficou conhecido por conduzir o banco durante a crise de 2008 e pelos rendimentos elevados.

Em 2017, Dimon criticou a saída dos EUA do Acordo de Paris, embora tenha mantido uma posição de apoio circunstancial a algumas posições do governo. A relação já era tensa desde então, com divergências sobre políticas climáticas e de regulação.

Histórico da relação

Desde o início do governo, Dimon chegou a admitir discordâncias, mas sinalizava cooperação em temas como cortes de impostos. Contudo, o racha se aprofundou após a invasão do Capitólio e a resposta de Trump, o que gerou críticas de lideranças empresariais, incluindo Dimon.

Nos últimos anos, Dimon chegou a defender a independência do Federal Reserve, em oposição às críticas do presidente. O banco também criticou propostas de Trump que visavam restrições ao crédito, que afetariam lucros da instituição.

Situação atual

Até o momento, Trump manteve ataques públicos contra Dimon e o Fed, ao mesmo tempo em que o tema central da disputa permaneceu a alegação de fechamento de contas por razões políticas. A investigação do DOJ sobre a independência do banco central também entrou no debate público.

Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Dimon alertou que a IA pode gerar instabilidade social e criticou propostas de Trump, dizendo que mudanças de política econômica precisam ser avaliadas com cautela. Em resposta, Trump manteve o tom agressivo em relação a rateios e autoridades.

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