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Revista britânica aponta escândalo no Banco Master e queda da reputação do STF

Economist aponta queda de reputação do STF e vínculos com elites brasileiras no escândalo do Banco Master

Banco Master é alvo de investigação por fraude bilionária (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • A Economist publicou reportagem sobre as consequências da liquidação do Banco Master e a queda de reputação do STF.
  • O texto cita gastos de Daniel Vorcaro com imóveis, jatos, hotel de luxo, time de futebol e festas desde que assumiu a liderança da instituição em 2019, e que a tentativa de venda em setembro acionou investigação do Banco Central.
  • Vorcaro foi preso ao tentar embarcar em um jato particular para Dubai; o modelo de negócio do banco envolvia venda de certificados de depósito com juros elevados sem liquidez adequada.
  • A revista aponta que o escândalo gerou prejuízo ao Fundo Garantidor de Depósitos (FGTS) entre US$ 7,5 bilhões e US$ 10 bilhões, maior indenização já registrada no Brasil.
  • A Economist menciona supostas ligações entre o Banco Master e figuras da elite brasileira, incluindo o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffoli, com contratos envolvendo a esposa de Moraes e encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

O escândalo envolvendo o Banco Master segue ganhando atenção internacional. Nesta semana, a revista britânica Economist publicou uma reportagem sobre a liquidação da instituição e suas consequências, incluindo danos à reputação de instituições brasileiras, entre elas o STF.

A publicação destaca gastos do empresário Daniel Vorcaro em imóveis, jatos, hotel de luxo, time de futebol e festas desde 2019, quando assumiu a liderança do grupo. Em setembro, houve tentativa de venda da empresa, o que acionou alertas no Banco Central e abriu investigações sobre o modelo de negócios baseado na venda de certificados de depósito com alto rendimento sem liquidez suficiente.

Pouco depois, Vorcaro foi preso ao tentar embarcar em um jato particular com destino a Dubai. A Economist aponta que a fraude bilionária resultou em prejuízo relevante para o Fundo Garantidor de Depósitos, que deverá indenizar depositantes entre US$ 7,5 bilhões e US$ 10 bilhões, maior valor já registrado no país.

A reportagem menciona impactos para além do setor financeiro, associando o caso a vínculos entre política, mercado e judiciário no Brasil. A publicação afirma que o episódio expôs relações entre políticos, figuras do mercado e o judiciário em Brasília, afetando a imagem de instituições como o STF e o Congresso.

Supostas ligações do Banco Master com famílias de Moraes e Toffoli

A Economist cita investigações que sugerem ligação entre o Banco Master e um escritório de advocacia dirigido pela esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, com contrato de US$ 24 milhões por três anos.

A matéria também traz informações de um jornal não identificado sobre contatos entre Moraes e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, antes da liquidação. A publicação afirma que Moraes, segundo relatos, discutiu assuntos não ligados ao Master em encontros com o presidente do BC.

Segundo a Economist, Toffoli esteve em um voo particular com um advogado do banco pouco depois de o STF designar o magistrado para atuar no caso, o que alimenta dúvidas sobre eventual imparcialidade entre eleitores.

A reportagem acrescenta que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, investiu mais de US$ 1 milhão em um resort ligado aos irmãos de Toffoli. Ainda conforme o texto, não há provas de que Toffoli soubesse do assunto, mas os laços citados alimentam questionamentos sobre imparcialidade.

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