- Aisha Chughtai, vereadora de Minneapolis, pediu que o ICE deixe Minnesota após semanas de buscas federais, raides e violência.
- Pretti, enfermeiro de 37 anos, foi morto por agentes federais no bairro sul de Minneapolis, em um episódio que já soma mais de um homicídio no município causado por ações federais neste ano.
- Moradores relatam medo constante, uso de gás lacrimogêneo e detenções em frente aos aluguel e comércios na região mais densamente habitada da cidade.
- A vereadora defende medidas locais, como declarar estado de emergência, suspender despejos e reforçar a proteção de moradores, em especial os 80% que são inquilinos na sua área.
- Ela cobra participação comunitária e apoio externo, incentivando redes de resposta rápida, observação legal e doações para organizações que atuam localmente.
Aisha Chughtai, vereadora de Minneapolis, afirma que a comunidade precisa de ações contra as operações de imigração federais. O caso envolve o distrito que ela representa, onde o enfermeiro Alex Pretti foi morto por agentes federais no sábado. O incidente marca o segundo homicídio de um morador de Minneapolis por um agente federal nesta área sul da cidade este ano.
Chughtai descreveu a situação como devastadora, citando uma onda de prisões, violência com gás lacrimogêneo e medo constante entre moradores, muitos dos quais são trabalhadores ou residentes de aluguel. Ela ressaltou que o bairro abriga a maior comunidade imigrante do estado e que a pressão da repressão afeta famílias inteiras.
Na prática, a vereadora pediu ações locais para responder ao que chamou de violência institucional. Entre as demandas estão uma declaração de emergência estadual, uma moratória de despejos e a responsabilização dos responsáveis pelo homicídio de Pretti e de Renee Good. Ela também pede medidas para proteger quem vive em casas alugadas.
Segundo Chughtai, a região passou a enfrentar raids diários de agentes federais, com tentativas de detenção de imigrantes e repressão de moradores que tentam impedir as ações. Ela mencionou ainda que a resposta da comunidade tem sido de mobilização permanente e apoio aos que estão na linha de frente.
Ela incentivou moradores a se manterem ativos em redes de resposta rápida, a recorrerem a observadores legais treinados e a difundirem informações sobre a realidade local, além de apoiar organizações que atuam na região. O objetivo é manter a pressão por mudanças estruturais.
A vereadora destacou que, mesmo que o ICE se retire, os impactos desse período no distrito não serão esquecidos. A recuperação, afirmou, só começa após a saída de forças federais e com a garantia de segurança e moradia para as famílias afetadas.
Entre na conversa da comunidade