- STF retoma nesta segunda-feira, 26 de janeiro, os depoimentos do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master; as oitivas vão até terça, 27 de janeiro.
- No total, oito executivos devem depor, com parte indo presencialmente ao STF e outra por videoconferência.
- O relator do caso é o ministro Dias Toffoli, que autorizou as datas e a participação de peritos de forma independente. Quatro peritos da Polícia Federal acompanharão o processo, sem sugestões da corporação.
- A Polícia Federal tem prazo de até sessenta dias, sem novo pedido de adiamento, para entregar o relatório com as provas colhidas e os nomes indicados.
- Toffoli avalia devolver a investigação à primeira instância; há tensões entre o STF e a PF sobre a condução do caso.
O STF retomou nesta segunda-feira, 26, os depoimentos do inquérito que apura fraudes no Banco Master. As oitivas seguem até terça, 27, no tribunal. O caso envolve oito executivos, com parte depassando presencialmente e parte por videoconferência.
Quem está noitiva inclui sócios do Banco Master, executivos do BRB e um diretor de empresa ligada ao esquema. As datas foram autorizadas pelo ministro relator Dias Toffoli, mantendo o formato híbrido de depoimentos.
Toffoli reduziu o prazo pedido pela Polícia Federal para colher as declarações, o que gerou novo desgaste institucional entre PF e STF. A decisão determina que os depoimentos ocorram em dois dias.
Perícia e nomes
A perícia do material apreendido na última fase da Operação Compliance Zero será realizada pela PGR. Quatro peritos da PF foram designados por Toffoli para acompanhar o processo, sem sugestão da corporação.
Os depoimentos integram investigação da PF que, em 60 dias, sem novo adiamento, deverá entregar um relatório com provas colhidas e nomes indicados. O prazo é contado a partir do início das oitivas.
Desdobramentos no STF
Segundo a CNN, Toffoli analisa devolver a investigação à primeira instância, onde o caso tramitava até o fim de 2023. O foco é o suposto envolvimento de um deputado com foro privilegiado.
Desde dezembro, ordens do ministro têm gerado incômodo na PF e entre membros do STF. Funcionários e membros do tribunal discutem formas de evitar maiores desgastes à imagem da Corte.
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