- One Nation chega a 22% de voto primário no butante Guardian Essential, com o Labor em 31%, Liberal-National em 25% e Greens em 9%.
- O apoio à resposta do governo trabalhista ao ataque terrorista de Bondi é amplo: medidas contra símbolos extremistas, leis mais rígidas de armas, maior poder policial para conter protestos e combate à hate speech.
- Aprovação do primeiro-ministro Anthony Albanese fica em 36% (aprova) e 55% (desaprova).
- Líder da oposição, Sussan Ley, enfrenta rumores de possível crise de liderança, com 30% de aprovação e 47% de desaprovação.
- Questões de coesão social: 70% percebem tensão entre raças/nacionalidades, 69% dizem ter “medo” de falar o que pensam, 38% acham que a Austrália é menos racista e 33% relatam racismo na própria vida.
O Guardian Essential poll mostra One Nation com votação primária de 22%, um recorde, impulsionada pelo caos na coalizão e tensões sociais em alta. A sondagem ocorreu após ações legislativas do governo trabalhista e novas disputas internas no espectro liberal.
O Labor teve 31% de voto primário, quedando três pontos percentuais em relação ao mês anterior. A coalizão Liberal-National ficou com 25%, e os Greens registraram 9%. A pesquisa foi realizada entre terça e sexta-feira da semana passada, com 1.022 australianos entrevistados.
Contexto político e segurança
Havia apoio público às medidas do governo de combate a armas, discurso de ódio e protestos, associadas ao ataque de ódio em Bondi. No entanto, avaliação do primeiro-ministro Anthony Albanese sobre o incidente mostrou reprovação: 55% discordam do manejo.
A popularidade de Albanese continua em queda, assim como a da líder da oposição, Sussan Ley, diante de um possível afastamento de liderança no Liberalismo. A pesquisa aponta aprovação de 39% para o premier e 53% de desaprovação.
Interpretações sobre políticas públicas
Entre os respondentes, 73% apoiam proibição de símbolos terroristas em público, 63% defendem leis mais rígidas sobre armas e 60% apoiam novas prerrogativas policiais para conter protestos. 56% apoiam uma comissão real sobre antisemitismo.
Já a extensão de leis contra discurso de ódio para abranger religiões e grupos como LGBTQ+ tem apoio de 35%. Partidos discutem possíveis ampliações, mas ainda não há consenso.
Percepção social e clima
A sondagem revela que 70% percebem tensões entre raças e nacionalidades no país, e 69% acreditam que pessoas temem abrir certas convicções para evitar rótulos. Além disso, 38% entendem que o país é menos racista que antes, queda em relação a setembro.
35% disseram que um familiar já sofreu racismo; 33% afirmaram ter passado racismo na própria experiência. Os números apontam aumento de casos relatados desde a leitura anterior da Essential.
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