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Apoio a One Nation atinge recorde em meio ao caos da coalizão

One Nation atinge 22% em nova pesquisa, em meio ao caos na coalizão, com apoio público ao pacote de leis da resposta ao ataque de Bondi

One Nation’s Barnaby Joyce and Pauline Hanson. The party’s primary vote surged by 5 points to 22% in January’s Guardian Essential poll.
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  • One Nation chega a 22% de voto primário no butante Guardian Essential, com o Labor em 31%, Liberal-National em 25% e Greens em 9%.
  • O apoio à resposta do governo trabalhista ao ataque terrorista de Bondi é amplo: medidas contra símbolos extremistas, leis mais rígidas de armas, maior poder policial para conter protestos e combate à hate speech.
  • Aprovação do primeiro-ministro Anthony Albanese fica em 36% (aprova) e 55% (desaprova).
  • Líder da oposição, Sussan Ley, enfrenta rumores de possível crise de liderança, com 30% de aprovação e 47% de desaprovação.
  • Questões de coesão social: 70% percebem tensão entre raças/nacionalidades, 69% dizem ter “medo” de falar o que pensam, 38% acham que a Austrália é menos racista e 33% relatam racismo na própria vida.

O Guardian Essential poll mostra One Nation com votação primária de 22%, um recorde, impulsionada pelo caos na coalizão e tensões sociais em alta. A sondagem ocorreu após ações legislativas do governo trabalhista e novas disputas internas no espectro liberal.

O Labor teve 31% de voto primário, quedando três pontos percentuais em relação ao mês anterior. A coalizão Liberal-National ficou com 25%, e os Greens registraram 9%. A pesquisa foi realizada entre terça e sexta-feira da semana passada, com 1.022 australianos entrevistados.

Contexto político e segurança

Havia apoio público às medidas do governo de combate a armas, discurso de ódio e protestos, associadas ao ataque de ódio em Bondi. No entanto, avaliação do primeiro-ministro Anthony Albanese sobre o incidente mostrou reprovação: 55% discordam do manejo.

A popularidade de Albanese continua em queda, assim como a da líder da oposição, Sussan Ley, diante de um possível afastamento de liderança no Liberalismo. A pesquisa aponta aprovação de 39% para o premier e 53% de desaprovação.

Interpretações sobre políticas públicas

Entre os respondentes, 73% apoiam proibição de símbolos terroristas em público, 63% defendem leis mais rígidas sobre armas e 60% apoiam novas prerrogativas policiais para conter protestos. 56% apoiam uma comissão real sobre antisemitismo.

Já a extensão de leis contra discurso de ódio para abranger religiões e grupos como LGBTQ+ tem apoio de 35%. Partidos discutem possíveis ampliações, mas ainda não há consenso.

Percepção social e clima

A sondagem revela que 70% percebem tensões entre raças e nacionalidades no país, e 69% acreditam que pessoas temem abrir certas convicções para evitar rótulos. Além disso, 38% entendem que o país é menos racista que antes, queda em relação a setembro.

35% disseram que um familiar já sofreu racismo; 33% afirmaram ter passado racismo na própria experiência. Os números apontam aumento de casos relatados desde a leitura anterior da Essential.

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