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Fachin avança com estratégia para emplacar código de ética no STF

Fachin avança com código de ética no STF, buscando consenso interno e resolução, diante de resistência e debates sobre viagens e conflitos de interesse

Sessão de encerramento do Ano Judiciário 2025. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • O presidente do STF, Edson Fachin, pretende implementar um código de ética para os ministros durante sua gestão, que vai até 2027, em formato de resolução interna.
  • Nos próximos dias, Fachin deve apresentar uma metodologia para elaborar o texto e buscar consenso mínimo entre os ministros para evitar que a proposta fracasse no plenário.
  • A ideia encontra resistência de ministros que consideram inoportuno debater o tema em ano eleitoral.
  • Fachin se inspira em parte no código de conduta de tribunais alemães, que exige divulgação de valores recebidos e define regras para presentes, viagens e participação em eventos.
  • O debate brasileiro deve avançar em pontos sensíveis, como viagens em veículos de terceiros e a atuação de ministros como relatores em processos envolvendo familiares, além da controvérsia ligada à relatoria do ministro Dias Toffoli no inquérito sobre a compra do Banco Master pelo BRB.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, não pretende abandonar a ideia de criar um código de ética para os ministros. A proposta deve ganhar forma durante a gestão de Fachin, que termina em 2027. O objetivo é estabelecer diretrizes claras para a conduta no tribunal.

Nos próximos dias, Fachin deverá apresentar uma metodologia para a elaboração do texto, que deverá ser uma resolução interna. A finalidade é orientar comportamentos e procedimentos entre os magistrados.

Para evitar que a proposta estoure no plenário, o presidente está buscando consenso entre os ministros. A iniciativa encontra resistência de alguns colegas, que questionam a oportunidade de debater o tema em ano eleitoral.

Pontos em discussão no código de ética

Entre as referências que inspiram Fachin está o código de conduta de tribunais alemães, que prevê divulgação de valores recebidos e limites para presentes. No Brasil, o debate deve tratar de temas sensíveis, como viagens em veículos de terceiros.

Outros aspectos em análise envolvem a autorização de viagens com recursos de terceiros e a atuação de ministros como relatores em casos que envolvam familiares. A discussão ocorre no âmbito interno do STF para avançar na formatação da norma.

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