- Pesquisa da mexicana Áltica Research divulgada sem registro no TSE aponta empate técnico no segundo turno: Flávio Bolsonaro com 48% e Lula com 47% (margem de erro de 2,83 pontos).
- Brancos e nulos somam 3%; 2% não souberam responder.
- No primeiro turno, Lula lidera com 46% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro tem 39%; Tarcísio de Freitas aparece com 6% e Renan Santos com 5%.
- O levantamento foi feito pela internet, de 23 a 25 de janeiro, com 1.200 eleitores; a Áltica afirma que o estudo foi independente.
- O TSE proíbe pesquisas sem registro em ano eleitoral; divulgação sem registro pode resultar em multa e na retirada do ar mediante medidas judiciais.
A consultoria mexicana Áltica Research divulgou nas redes sociais uma pesquisa eleitoral sem registro no TSE, exigido pela legislação em ano eleitoral. O levantamento aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno.
Segundo o estudo, Flávio Bolsonaro tem 48% das intenções de voto, Lula aparece com 47%. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, o que mantém o empate dentro do intervalo. Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam responder.
A pesquisa ainda mostra que, no primeiro turno, Lula lidera com 46% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro com 39%. Em seguida aparecem Tarcísio de Freitas, com 6%, e Renan Santos, com 5%. Demais terceiros somam 2%.
A coleta foi realizada pela internet entre 23 e 25 de janeiro, com 1.200 eleitores. A Áltica afirma ter executado e financiado o estudo de forma independente. O portal recebeu contato do TSE e aguarda posicionamento das partes.
Transparência do processo eleitoral
Divulgação de dados dos levantamentos contribui para a transparência do processo, conforme especialistas. O TSE busca assegurar que as pesquisas reflitam informações reais do público pesquisado, elevando o grau de confiança entre atores eleitorais.
A divulgação irregular pode implicar multa entre R$ 53.205 e R$ 106.410. Também há possibilidade de retirada do estudo, mediante representação eleitoral apresentada por partido, federação ou Ministério Público Eleitoral.
Caso haja decisão, o TSE pode determinar medidas para barrar o conteúdo, inclusive restringindo acesso de usuários com IP brasileiro, caso o conteúdo esteja hospedado fora do país. A ideia é evitar distorções no processo de divulgação de pesquisas.
Pesquisadores ressaltam que pesquisas eleitorais possuem potencial efeito autorrealizador, motivo pelo qual a norma de registro existe, para evitar distorções de cobertura e financiamento que influenciem eleitores e doadores.
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