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Ian McEwan pede direitos de morte assistida para pacientes com demência

Ian McEwan defende extensão gradual da morte assistida a pessoas com demência, citando testamentos vivos e proteções médicas

Ian McEwan … ‘The burden on those closest is part of the radioactive damage of it all.’ Photograph: Lydia Goldblatt/The Guardian
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  • Ian McEwan afirma que a eutanásia assistida deve ser estendida gradualmente a pessoas com demência, com considerações sobre testamentos vitais para deixar claro limites e intenções.
  • Segundo o autor, se a lei for aprovada, ela legalizaria a prática na Inglaterra e no País de Gales para adultos com menos de seis meses de vida.
  • Ele aponta que grupos como pessoas com demência ainda ficam de fora do escopo, e defende que haja salvaguardas médicas e avaliações neutras.
  • McEwan descreveu o impacto da demência na família, especialmente na mãe, destacando o sofrimento e o peso sobre os próximos.
  • O escritor comentou, durante evento em Londres, o tema de seu livro mais recente e outros temas de seu trabalho, incluindo reflexões sobre internet e mudanças climáticas.

Ian McEwan defende que direitos de eutanásia assistida se estendam gradualmente a pacientes com demência. O escritor afirmou isso em evento público em Londres, citando o impacto pessoal da doença na família.

Ele participou da divulgação do seu novo livro e apontou que o apoio à legislação atual já enfrentou mais de mil emendas. Segundo ele, a aprovação no Parlamento está próxima de se tornar inviável, segundo relatos de parlamentares favoráveis.

McEwan, patrono da organização Dignity in Dying, argumenta que a legislação precisa incluir salvaguardas e a possibilidade de avaliação médica cuidadosa. O autor reuniu-se com leitores na igreja St Martin-in-the-Fields, no centro de Londres.

A demência na vida pessoal do escritor foi descrita como um peso para familiares próximos. Ele contou que a doença pode deixar a pessoa ao mesmo tempo viva e morta, descrevendo o impacto emocional e prático no cuidado.

Na conversa, McEwan mencionou que, se o texto legal for aprovado, haveria espaço para ampliar o debate sobre living wills e decisões antecipadas. Ele ressaltou que o tema envolve proteção de médicos e decisões racionais.

O autor também comentou o andamento de What We Can Know, seu romance atual, que aborda mudanças climáticas e um cenário futuro em que a Grã-Bretanha é um arquipélago. Ele defende que o debate público acompanhe avanços tecnológicos.

Sobre o contexto literário, McEwan destacou que o livro tem bases emocionais de desespero e esperança. Ele afirmou que a leitura busca ampliar a compreensão sobre o que move a sociedade frente a crises existenciais.

Em relação aos temas da nova obra, o autor citou ainda a relação entre infância e mundo digital. Ele apoiou, de modo geral, medidas para reduzir a exposição de menores às redes sociais, conectando o tema ao debate público sobre políticas de internet.

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