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Declínio das ruas comerciais no Reino Unido atrai apoio à extrema direita

Declínio de lojas físicas aumenta frustração local e impulsiona apoio a partidos de direita populista, aponta estudo

Some of the decline is self-inflicted. Almost half of Britons do not visit their high street or shopping area at least once a week.
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  • Quase metade dos britânicos não visita a high street pelo menos uma vez por semana, contribuindo para o desgaste das áreas comerciais.
  • O varejo responde por cinco por cento da economia do Reino Unido, mas sua visibilidade influencia fortemente a percepção pública.
  • Em dois mil e vinte e quatro, cerca de treze mil lojas fecharam as portas, em média trinta e sete por dia, com mais encerramentos no norte de Inglaterra, Midlands e cidades litorâneas carentes.
  • O declínio das high streets alimenta o apoio ao Reform UK em áreas com maior aumento de vagas em lojas físicas.
  • Entre os fatores estão o crescimento das compras online, custo de vida, inflação, impostos e aluguel altos, além de underinvestimento em transporte, segurança e serviços públicos, elevando furtos e sem-teto.

A conservação das ruas comerciais do Reino Unido enfrenta um ciclo de declínio que alimenta simpatias por posições de direita populista. O tema inclui lojas fechando, redes de varejo encolhidas e queda na visitação às high streets. Pesquisas associam esse cenário à ascensão de apoio a partidos como Reform UK.

Em análise, a queda é observada principalmente no norte da Inglaterra, no Midlands e cidades litorâneas menos favorecidas. Dados indicam que, em 2024, quase 13 mil lojas fecharam as portas no país, cerca de 37 por dia, com impactos visíveis no emprego e nos serviços locais.

Vozes acadêmicas discutem que a combinação de desemprego, inflação alta e crescimento do online prejudica o varejo tradicional. O estudo aponta que regiões com maior fechamento de lojas tendem a apoiar tendências populistas com maior intensidade.

O meio de consumo mudou: as compras online cresceram de menos de 3% em 2006 para mais de 25% das vendas no Reino Unido. Fatores como custo de vida elevado e custos de aluguel pressionam margens de lojistas físicos.

Especialistas destacam ainda o peso de tarifas de negócios, impostos, regulações e salários mínimos. Custos com aluguel e utilidades tornam mais caro manter redes de lojas físicas do que centros de distribuição online.

Impacto regional

O pesquisador Thiemo Fetzer destaca que a degradação local alimenta sentimento de abandono. A sensação de que a comunidade está se deteriorando é citada como motor de adesões a narrativas populistas em várias áreas.

Outros fatores incluem a oferta de lojas independentes, turismo e hospitalidade, que ajudam cidades a manterem o comércio. Em grandes centros e áreas mais ricas, a manutenção é mais estável.

Governos e oposicionistas anunciam medidas para reverter o quadro. O esforço fiscal busca reduzir encargos sobre negócios, com promessas de reformas em áreas como o sistema de impostos sobre imóveis comerciais.

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