- A imprensa relata que a Casa Branca publicou dez imagens geradas por IA em X, usando memes, nostalgia e deepfakes para comunicação política, em um fenômeno chamado “slopaganda”.
- Entre os exemplos, estão Trump como rei em capa falsa de Time, Trump como papa, e uma versão de Jedi; também há memes no estilo Studio Ghibli sobre deportação.
- Outros casos provocaram controvérsia, como uma deepfake de Nekima Levy Armstrong e imagens com mensagens associadas a políticas de imigração e símbolos históricos.
- Pesquisadores alertam que imagens com estética nostálgica podem influenciar crenças mesmo quando as pessoas sabem que são falsas, reforçando narrativas partidárias.
- A estratégia busca engajar apoiadores e acelerar a propagação de mensagens, aproveitando a velocidade de criação de conteúdo por IA.
Under Donald Trump, the White House has filled its social media with memes, wishcasting, nostalgia and deepfakes. Here’s what you need to know to navigate the trolling.
A sequência de imagens geradas por IA começou com Trump retratado como rei em uma capa de revista Time falsa. Desde então, o governo tem utilizado ferramentas de IA para veicular mensagens políticas de forma satírica, numa prática que pesquisadores chamam de slopaganda. A tendência transforma trolling em comunicação institucional.
A X (antiga Twitter) tornou-se palco dessas peças visuais, muitas vezes acompanhadas de anúncios oficiais. A oposição e observadores apontam que esse uso da IA busca moldar narrativas, ampliar engajamento e explorar temas de nostalgia e autoridade.
Principais imagens e o que revelam
Em 19 de fevereiro de 2025, a imagem de Trump como rei apareceu em uma postagem associada à revogação da cobrança de congestionamento em Nova York. A peça despertou críticas entre autoridades locais, que enfatizaram que a cidade não está sujeita a governança aristocrática.
Outra postagem, em março de 2025, usou o estilo Studio Ghibli para retratar uma mulher presa pela ICE. A imagem foi associada a uma deportação. Analistas ressaltam que a tendência acompanha memes recentes sem necessidade de consentimento de terceiros.
Em 3 de maio de 2025, o ex-presidentes foi mostrado como Papa. A imagem gerou repúdio de organizações católicas e políticos, que defenderam o respeito a instituições religiosas. O episódio ilustra a aposta em temas sensíveis para amplificar alcance.
Expansão do uso de símbolos e temas
No dia 4 de maio de 2025, Trump aparece como Jedi, em uma cena de fantasia com sabre de luz. A peça reforça a presença de conteúdo viral que mistura ficção com imagem pública, prática comum em comunidades de fãs.
Em 29 de outubro de 2025, Jeffries e Schumer aparecem em caricatura com sombreros, em meio a uma sequência de deepfakes. A imagem provocou críticas, destacando o risco de desinformação quando figuras públicas são retratadas de forma ofensiva.
Conteúdo temático e debates
Em 1º de janeiro de 2026, o governo divulgou um vídeo com fachada dourada da Casa Branca, acompanhado de músicas de grandiosidade. Pesquisadores lembram que esse tipo de representação pode influenciar crenças mesmo quando as pessoas sabem que é ficção.
Em 14 de janeiro de 2026, uma peça com a pergunta Which Way, Greenland Man? surge ligada a referências de supremacia branca. Críticos apontam que a imagem utiliza linguagem que pode associar políticas de imigração a símbolos extremistas.
Controvérsias e desdobramentos legais
Em 15 de janeiro de 2026, surge um pôster Stand with ICE. Especialistas alertam para o uso de uma estética nostálgica para reforçar mensagens de policiamento e políticas de imigração. O objetivo é inserir mensagens extremistas em formatos visuais familiares.
A imprensa registrou, em 22 de janeiro de 2026, a prisão de Nekima Levy Armstrong. Um vídeo mostra Armstrong, enquanto uma imagem manipulada a retrata com lágrimas. A diferença entre conteúdo verdadeiro e falso gerou debates sobre responsabilidade e ética.
Perguntas sobre impacto e responsabilidade
No dia 23 de janeiro de 2026, a imagem de Trump com um pinguim circula como exemplo de humor sombrio. Analistas destacam que o objetivo é provocar respostas emocionais rápidas e engajar a base de apoiadores, ainda que não haja validação factual.
Estudos acadêmicos indicam que, mesmo quando reconhecidos como falsos, conteúdos com IA podem influenciar crenças e raciocínio. A sinalização de que as imagens são ficção pode não eliminar esse efeito.
Considerações finais sobre o ciclo de imagens
A série de imagens demonstra como a IA facilita a produção de conteúdo político multimídia em tempo real. A abordagem mistura sátira, provocação e memética para ampliar alcance e discutir temas sensíveis.
Especialistas ressaltam a necessidade de checagem e transparência ao publicar conteúdos gerados por IA. O objetivo é evitar desinformação sem abandonar o uso legítimo de recursos visuais para comunicação pública.
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