- A Procuradoria abriu investigação criminal contra o atual chefe de segurança pública de Crans-Montana e contra um ex-funcionário de segurança contra incêndio, sem identificar os nomes.
- O chefe de segurança pública foi convocado para uma audiência na próxima sexta-feira; o ex-funcionário de segurança contra incêndio será interrogado em nove de fevereiro, em Valais.
- Os dois aparecem como “réus” nos documentos, indicando que atuais e ex-funcionários da prefeitura podem ser responsabilizados por falhas de segurança no bar Le Constellation.
- Os proprietários franceses do bar, Jacques e Jessica Moretti, já respondem a acusações formais de homicídio culposo, lesões culposas e incendiário culposo; até o momento, eram os principais suspeitos.
- O incêndio de Ano Novo deixou quarenta mortos e cento e dezesseis feridos; investigações questionam a disponibilidade de extintores e a conformidade das saídas, além de apontar falha na inspeção de segurança desde 2019.
O Ministério Público abriu uma investigação criminal em Crans-Montana, no cantão de Valais, envolvendo um atual chefe de segurança pública e um ex-funcionário da proteção contra incêndios. Eles são alvo de questionamentos relacionados ao atentado com fogo que vitimou 40 pessoas no bar Le Constellation na véspera de Ano Novo.
Segundo documentos do MP, ambos aparecem como réus no caso, juntamente com outros oficiais municipais, por supostas falhas de segurança atribuídas ao bar. A investigação também mira responsabilidades de antigos e atuais membros da prefeitura.
O chefe de segurança pública foi convocado para uma audiência na próxima sexta-feira. O advogado dele confirmou a data e que o cliente não fará declarações antes de se manifestar aos promotores. O ex-funcionário de proteção contra incêndios deve depor em 9 de fevereiro.
Desenvolvimento do caso
As informações apontam que a polícia está avaliando se a prefeitura cumpriu normas de segurança, incluindo acessos de emergência, extintores e saídas. A documentação indica que os dois oficiais municipais permanecem sob investigação, sem identificar nomes.
Jacques e Jessica Moretti, proprietários franceses do bar, já enfrentam acusações formais de homicídio culposo, lesões culposas e incêndio culposo. Eles foram detidos preventivamente, mas liberados mediante fiança, e devem ser ouvidos novamente em datas distintas de 11 e 12 de fevereiro.
A tragédia deixou 116 feridos, em sua maioria adolescentes, e vítimas de diversas nacionalidades. As investigações buscam esclarecer as reais circunstâncias do incêndio, o cumprimento de normas de saúde e segurança e a possível responsabilização de funcionários, gestores públicos e proprietários.
O prefeito do município, Nicolas Féraud, admitiu falhas na fiscalização de segurança de Le Constellation desde 2019. A declaração gerou críticas sobre a atuação da prefeitura na adoção de inspeções obrigatórias anuais.
Perspectivas do inquérito
Procuradores reiteram que a investigação pretende esclarecer as causas do fogo e a adesão às regulações, bem como apurar responsabilidades criminais de funcionários, da administração municipal e dos proprietários. As autoridades não disponibilizaram um cronograma final do inquérito.
As partes envolvidas ainda não comentaram de forma oficial sobre o andamento do processo. A promotoria recusou o pedido da prefeitura para tornar-se parte acusada, alegando que há razões para acreditar que o município falhou no cumprimento de seus deveres regulatórios.
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