- Kassab, presidente do PSD, anunciou a filiação de Ronaldo Caiado e capturou a pauta política, desviando o foco de Lula e do bolsonarismo.
- A filiação gerou burburinho na imprensa, com Caiado recebido por governadores dos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.
- Segundo o texto, Lula está no segundo turno; governadores não devem chegar lá porque a direita bolsonarista vai com o clã Bolsonaro no primeiro turno.
- Kassab apresentou três pré-candidatos ao PSD, deixando em aberto qual será indicado; a decisão sobre candidatura deve sair em abril, com prazo de renúnia dos governadores no dia 4 de abril.
- A estratégia de Kassab é ganhar tempo, espaço e barganha, pautar debates e se posicionar como força de equilíbrio, mesmo sem lançar um nome viável neste momento.
Gilberto Kassab, presidente do PSD, impulsionou a pauta ao anunciar a filiação de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, em meio ao cenário eleitoral. A ação foi percebida como estratégica para monopolizar o debate público, desviando o foco de Lula e do bolsonarismo.
Caiado foi recebido por Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, em ato que circulou entre a imprensa. A escolha ocorre num momento em que a direita liberal busca um nome da terceira via que ainda não se consolidou.
Kassab indicou, em entrevista ao UOL News, que não vê problema em recuar caso surja uma candidatura forte capaz de unir o espectro. Contudo, acredita que o PSD deverá apoiar um dos três governadores, com decisão prevista para abril.
A janela de elegibilidade se aproxima: 4 de abril é o prazo para que governadores renunciem aos cargos para concorrer à Presidência. Caiado, Ratinho Leite ou possivelmente Tarcísio de Freitas são citados como opções sob análise.
O movimento de Kassab gerou burburinho ao redor de candidaturas que ainda não despontam como favoritas para chegar ao segundo turno. A expectativa é de que o PSD busque espaço, tempo e poder de barganha no cenário político.
Para além da leitura de conjuntura, a manchete sinaliza o papel do PSD em um cenário polarizado, com a direitura buscando coordenação entre dissidentes do bolsonarismo e uma alternativa de direita liberal ainda em formação.
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