- Meta e Google enfrentam um julgamento no Tribunal Superior da Califórnia, nos EUA, sob a acusação de que suas plataformas contribuíram para uma crise de saúde mental entre jovens, com o caso de uma jovem de 19 anos identificada como K.G.M.
- TikTok e Snapchat fecharam acordos extrajudiciais e ficaram fora da ação; a ByteDance não divulgou os termos do acordo, e o Snapchat anunciou a resolução em 20 de janeiro.
- O júri vai decidir se as empresas foram negligentes ao fornecer produtos que prejudicaram a saúde mental de K.G.M. e se o uso dos apps teve relação substancial com sua depressão, considerando ainda fatores offline.
- A defesa de Google argumenta que o YouTube é diferente de redes sociais como Instagram e TikTok, e não deve ser classificado da mesma forma; a Meta disputa que seus produtos causaram os problemas de saúde mental.
- O caso é visto como teste que pode abrir precedentes para milhares de ações semelhantes e pode chegar à Suprema Corte dos EUA.
Meta e Google enfrentarão julgamento no Tribunal Superior da Califórnia, sob a acusação de que suas plataformas contribuíram para uma crise de saúde mental entre jovens. O caso envolve a suposta promoção de vício em redes, e o processo começou a ganhar atenção nos EUA. TikTok e Snapchat fecharam acordos extrajudiciais e não integram mais a ação.
A ação foi movida pela jovem identificada como K.G.M., de 19 anos, que afirma ter desenvolvido dependência das plataformas quando era menor, devido ao design das redes. Ela sustenta que os apps agravaram depressão e pensamentos suicidas, e busca responsabilizar as empresas.
O julgamento inicia nesta semana na Califórnia e deve servir como referência para centenas de ações semelhantes por danos supostamente causados por redes sociais. O veredito poderá alterar a linha de defesa das grandes empresas de tecnologia nos EUA.
A defesa de Meta e Google sustenta que as plataformas não causaram os problemas de saúde mental de K.G.M. e que fatores offline tiveram peso. No caso do YouTube, o Google alega tratar-se de serviço diferente de redes como Instagram e TikTok, não devendo ser taxado como tal.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, deve prestar depoimento. A empresa reforça que não responsabiliza seus produtos pelos problemas alegados. A audiência também observará a aplicação de uma lei federal que amplia a imunidade de plataformas quanto ao conteúdo de usuários.
TikTok, da ByteDance, e Snapchat já fecharam acordos e deixaram a ação. Os termos dos entendimentos são confidenciais, segundo a equipe da autora. A decisão de acordo ocorreu entre fevereiro e março deste ano e não envolve as plataformas remanescentes no processo.
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