- Rui Costa confirmou Miriam Belchior como sua substituta na Casa Civil; ele deixa o governo em março para concorrer ao Senado pela Bahia.
- A decisão já era prevista e foi anunciada em entrevista a uma rádio baiana, com foco em evitar descontinuidade nas ações de governo.
- O movimento faz parte de uma leva coordenada do governo Lula, com mais da metade da equipe prevista para deixar os cargos até 31 de março para disputar as eleições.
- Miriam Belchior, ministra do Planejamento na gestão Dilma Rousseff, é apontada como uma das melhores técnicas e de maior confiança da atual gestão.
- No mesmo teor de alterações, Dario Durigan deve substituir Fernando Haddad na Fazenda e Olavo Noleto assume Relações Institucionais; o prazo de descompatibilização é 31 de março.
Rui Costa confirmou Miriam Belchior como sua substituta na Casa Civil. O ministro-chefe anunciou a mudança na manhã desta terça-feira, após decidir concorrer ao Senado pela Bahia. A confirmação foi feito durante entrevista a uma rádio baiana.
A transferência integra um movimento do governo para evitar descontinuidade. Pelos próximos meses, mais da metade das plataformas de atuação do governo federal deverá sofrer alterações até 31 de março, data-limite para descompatibilização de mandatos.
Na prática, Miriam Belchior assume a Casa Civil e é apontada como uma das funcionárias técnicas de maior confiança do governo. Na Fazenda, Dario Durigan deverá substituir Fernando Haddad. Em Relações Institucionais, Olavo Noleto ocupará a vaga deixada por Gleisi Hoffmann.
Na Bahia, o PT também organiza a chapa para a disputa eleitoral. Jerônimo Rodrigues está na corrida pela reeleição e pode formar dupla com Jaques Wagner, fortalecendo a base petista no estado. O objetivo é consolidar a atuação do partido no cenário local.
O prazo de descompatibilização continua em 31 de março. A regra exige que ocupantes de cargos públicos deixem a função para disputar novos cargos. Em caso de reeleição, como no caso de Lula, a saída não é obrigatória.
Mudanças na cúpula
A decisão de Rui Costa envolve ajustes estratégicos em ministérios, com foco em continuidade administrativa e projeção política. A equipe mira manter governabilidade até as eleições e preservar o funcionamento dos programas em curso.
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