- O Tribunal Superior Eleitoral marcou para quinta-feira, 5, a sessão de julgamento de recurso que pode cassar o mandato do senador Jorge Seif (PL-RJ) por abuso de poder econômico na campanha de 2022.
- O recurso é da coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil) contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina que rejeitou a cassação.
- As acusações apontam uso de apoio financeiro e logístico de empresários e de um sindicato em Santa Catarina, sem declaração formal à Justiça Eleitoral. Seif nega as acusações.
- Entre os fatos considerados pelo recurso estão: doação irregular de um helicóptero para deslocamentos de campanha; uso da estrutura de lojas de Luciano Hang para transporte, lives e divulgação; e suposto financiamento de propaganda por entidade sindical.
- A decisão do TSE pode manter o mandato e arquivar o caso, cassar o mandato e definir a posse de suplentes, ou cassar toda a chapa e exigir novas eleições; ao lado de Seif, também são alvo os suplentes Hermes Klann e Adrian Censi, além de dois empresários.
O TSE retomará na próxima quinta-feira a análise do recurso que pode cassar o mandato do senador Jorge Seif (PL-RJ). O processo envolve alegação de abuso de poder econômico na campanha de 2022 e pode levar à perda do cargo ou, em caso de absolvição, ao arquivamento.
A ação é movida pela coligação Bora Trabalhar, formada por PSD, Patriota e União Brasil, contra decisão do TRE-SC que rejeitou a cassação. Os adversários apontam favorecimento por empresários e por um sindicato no estado, sem declaração à Justiça Eleitoral.
Ao julgar, o TSE pode: manter o mandato e arquivar a ação; cassar o mandato e convocar suplente; ou cassar toda a chapa, abrindo espaço para novas eleições. Seif já ocupou cargo de secretário de Aquicultura e Pesca no governo Bolsonaro e atua como empresário.
Entre os possíveis desdobramentos, aparecem os suplentes Hermes Artur Klann e Adrian Rogers Censi, além de Almir Manoel Atanazio dos Santos, empresário calçadista, e Luciano Hang, dono da Havan, todos citados no processo conforme o caso avança.
O julgamento ocorre em Brasília, com decisão a ser anunciada pelos ministros do tribunal. O resultado pode alterar a composição da vaga no Senado, caso haja cassação da chapa.
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