- A Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por faltas não justificadas ao serviço.
- Ele permaneceu ausente do cargo de escrivão da PF por mais de 30 dias consecutivos, o que pode caracterizar abandono de função e levar à demissão.
- As ausências passaram a ser registradas como injustificadas após Eduardo Bolsonaro perder o mandato, em dezembro de 2025, encerrando o afastamento legal do cargo efetivo.
- Em janeiro, a PF determinou o retorno imediato dele à lotação de origem, em Angra dos Reis (RJ), sob pena de sanções administrativas.
- Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 em “autoexílio”, e já responde a outro processo na PF relacionado a suposta atuação no exterior contra autoridades brasileiras enquanto ainda era servidor.
A Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu um processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, por faltas não justificadas ao serviço. O caso envolve ausências ao cargo de escrivão da PF por mais de 30 dias consecutivos, o que pode caracterizar abandono de função e levar à demissão.
Segundo a PF, as ausências passaram a ser registradas como injustificadas após Eduardo Bolsonaro perder o mandato em dezembro de 2025, o que encerrou o afastamento legal do cargo efetivo. Em janeiro, a PF publicou ato determinando o retorno imediato dele à lotação de origem, em Angra dos Reis (RJ).
Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, em autoexílio, alegando perseguição política e falta de garantias democráticas no Brasil. Apesar da ordem de reapresentação, ele disse publicamente que não pretende retornar e contestará eventuais punições.
Desdobramentos no âmbito disciplinar
Além do processo por faltas injustificadas, Eduardo Bolsonaro já responde a outra apuração na PF, que investiga possível atuação no exterior contra autoridades brasileiras durante o mandato. Caso as irregularidades sejam comprovadas, os procedimentos podem resultar na demissão do quadro de servidores da PF, com reflexos sobre aposentadoria e porte de arma funcional.
Avaliação institucional e possíveis impactos
As apurações ocorrem em meio a tensões entre o ex-deputado e a corporação. A PF não divulgou prazo para conclusão dos processos, que dependem de coleta de evidências, oitiva de testemunhas e avaliação de sanções cabíveis. A decisão final caberá à corregedoria e à direção da instituição.
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