- Mandato para que Mandelson testemunhe diante do Congresso dos EUA sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein, à luz de documentos que alegam envio de US$ 75 mil ao ex-embaixador dos EUA.
- Extratos indicam três pagamentos de US$ 25 mil, feitos a partir de contas de Epstein no JP Morgan; Mandelson disse não lembrar e questiona a autenticidade dos documentos.
- Mandelson pediu desculpas por ter mantido associação com Epstein, dizendo que foi errado e que sente muito pelo sofrimento das vítimas.
- Em 2009, Mandelson, à época secretário de negócios, também discutia mudanças na política de impostos sobre bônus de banqueiros; emails mostram tentativas de alteração, a pedido de Epstein.
- Reações políticas divergem: há pressão para que Mandelson preste depoimento ao Congresso e para que haja avaliação de sua posição no Parlamento; imagens dele em roupas íntimas foram divulgadas, sem contexto claro.
Pelo menos três pagamentos de Epstein a uma pessoa associada a Peter Mandelson aparecem em documentos do Departamento de Justiça dos EUA, divulgados na sexta-feira. Os registros sugerem ligação próxima entre o financiador e o ex-embaixador dos EUA no Reino Unido, embora não comprovem irregularidades.
Os documentos mostram três pagamentos de 25 mil dólares cada, somando 75 mil dólares, com referência ao ex-político britânico. Os créditos aparecem em contas do JP Morgan vinculadas a Epstein. Mandelson afirma não ter recordação de recebimento e contesta a autenticidade de alguns documentos.
Mandelson era secretário de Estado para Negócios durante o governo de Gordon Brown e, posteriormente, tornou-se embaixador no Washington. Ele declarou que errou ao manter a relação com Epstein, expressando remorso às vítimas.
Repercussões e contexto
O secretário de Habitação, Comunidades e Governo Local, Steve Reed, pediu transparência sobre o que Mandelson sabe sobre Epstein, afirmando que qualquer pessoa com informações tem obrigação de colaborar para a justiça das vítimas. Reed não definiu se Mandelson deve perder o título de pares.
A divulgação também envolve mensagens de 2009 em que Mandelson supostamente tentava influenciar mudanças na política de bonificações de bancos. Em outra linha de integração, Mandelson aparece ligado a pagamentos a familiares, como o marido, Reinaldo Avila da Silva, ligado a um pagamento de 10 mil libras para custear um curso de osteopatia.
Reações políticas
Críticos dentro do Partido Trabalhista pedem esclarecimentos e, em alguns casos, a retirada de Mandelson. Parlamentares defendem que qualquer figura com informações relevantes coopere com autoridades. A defesa de Mandelson sustenta que há erros ou ambiguidades nos registros, e que não houve confirmação de irregularidades.
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