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PT avalia Ceciliano como candidato-tampão para fortalecer palanque de Lula no RJ

PT avalia Ceciliano como pré-candidato a mandato-tampão para fortalecer o palanque de Lula no Rio, em meio a divergências internas no partido

André Ceciliano (PT) presidiu a Alerj entre 2017 e 2022
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  • O Rio deve ter eleições indiretas para o governo em 2026, com o mandato-tampão ocorrendo no primeiro semestre e deputados estaduais escolhendo o novo governador.
  • O PT avalia André Ceciliano, atual secretário de Assuntos Parlamentares da Presidência, como pré-candidato a esse mandato-tampão para fortalecer palanque de Lula no Rio.
  • O PT no Rio consolidava apoio a Eduardo Paes para as eleições regulares de outubro, mas houve fissuras após declarações do vice de Paes sobre críticas ao PT.
  • Eduardo Cavaliere (PSD) endureceu o tom contra o PT, alimentando dúvidas sobre apoio de Paes a Lula, enquanto Ceciliano é visto como alternativa viável pelo PT brasileiro.
  • Entre os prováveis adversários na eleição indireta estão Nicola Miccione e Douglas Ruas, ligados ao PL, que tem força na Alerj, e há resistência interna do PT à candidatura de Ceciliano para esse mandato-tampão.

André Ceciliano, senador(PT) e atual secretário de Assuntos Parlamentares da Presidência, é cogitado como pré-candidato ao governo do Rio para o mandato-tampão que deve ocorrer no primeiro semestre. A meta interna é fortalecer o palanque de Lula no estado.

A eleição indireta será aberta após a queda do governador em abril, com a composição da Alerj escolhendo o novo chefe do Executivo. A regra prevê eleição indireta em 30 dias, caso não haja vice, já que o presidente do Tribunal de Justiça assume temporariamente o cargo.

Até então, o PT do Rio estava alinhado com Eduardo Paes (PSD) para as eleições de outubro, mas a posição interna do partido se encontra dividida entre alas regionais e a Executiva Nacional. A avaliação é de que Ceciliano poderia centralizar apoios da esquerda, de parte do PSD e de deputados do Centrão, facilitando a aliança com Paes.

Entretanto, houve ruído político quando o vice de Paes, Eduardo Cavaliere (PSD), criticou setores do PT. O contato com Lula para possível apoio não está confirmado pelo PT, e Paes também nega vínculos diretos entre a candidatura de Ceciliano e a estratégia de Lula no estado.

Lideranças petistas na Alerj veem Ceciliano como perfil adequado para a missão, dada sua experiência pública e relações com diferentes partidos. Marina do MST, líder petista na Alerj, destacou a capacidade de diálogo do secretário.

Fontes próximas afirmam que o encontro entre Ceciliano e Lula, previsto para o carnaval, pode selar o apoio presidencial e discutir recursos para saúde e segurança. O pleito dependerá de alinhamento entre PT, Paes e eventuais apoios de outras siglas.

No momento, o PT no estado detém seis das 70 cadeiras na Alerj. Se lançado, Ceciliano enfrentaria concorrentes relevantes ligados ao PL, como Nicola Miccione e Douglas Ruas. Ambos têm vínculos com o governo estadual e com o partido de Castro.

O diretório regional do PT negou oficialmente a pré-candidatura para o mandato-tampão, afirmando que o melhor palanque para Lula é Eduardo Paes. Ceciliano também já descartou a pretensão de disputar o governo naquele formato, segundo declarações feitas ao Globo.

Ceciliano presideu a Alerj entre 2017 e 2022 e atua no cenário federal desde 2023. Ele tem experiência de aproximação entre Lula e setores do Centrão, o que é visto como vantagem para a construção de alianças no Rio em 2026.

A escolha pela candidatura de Ceciliano depende de consenso entre os partidos da esquerda, parte do PSD e deputados do Centrão. O pleito indireto envolve a Alerj na definição do próximo governador, com possibilidades ainda abertas.

Caso confirme a candidatura, a proximidade entre Ceciliano e outras figuras do estado é observada com cautela, em função de eventuais críticas públicas a associar o PT a nomes como Rodrigo Bacellar, que também é figura de destaque na Alerj.

Bacellar, que assume a presidência da Alerj após Ceciliano, teve recentemente prisão temporária em operação da PF ligada a investigações distintas. Esse vínculo é citado por críticos como potencial dano à imagem do PT, em caso de apoio a Ceciliano.

Defensores da candidatura ressaltam que sua atuação seria restrita ao mandato-tampão, permitindo que Paes foque na candidatura ao governo em outubro. Paes confirmou recentemente a intenção de disputar o governo do Rio, consolidando o cenário.

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