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Alcolumbre inicia ano Legislativo sem Lula e defende paz e diálogo

Alcolumbre abre o ano legislativo pregando paz e diálogo; Lula não comparece, enviando representante, e crise com o Congresso ganha contornos públicos

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene destinada a inaugurar a 4ª Sessão Legislativa Ordinária da 57ª Legislatura. (Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado)
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  • Congresso iniciou o ano legislativo com Davi Alcolumbre pedindo diálogo e paz; Lula não compareceu, sendo representado pelo primeiro-secretário da Câmara, Carlos Veras, que leu a mensagem oficial do Executivo.
  • Alcolumbre ressaltou a necessidade de diálogo entre grupos, instituições e poderes, afirmando que paz não é omissão nem medo da luta.
  • Sinal de desgaste entre Executivo e Legislativo ficou evidente após a ausência de Motta e Alcolumbre na sanção do projeto de isenção do Imposto de Renda, em novembro.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu a prerrogativa do Congresso de destinar emendas parlamentares aos municípios e prometeu votar o Programa Gás do Povo ainda nesta segunda-feira.
  • Motta também anunciou a PEC da Segurança Pública como pauta prioritária para após o carnaval e citou o fim da escala 6 x 1 entre os projetos a serem apreciados.

O Congresso Nacional abriu o ano legislativo nesta segunda-feira, 2, com a cerimônia de abertura dos trabalhos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conduziu o evento e chamou à prática do diálogo e da paz entre as instituições. O presidente Lula não participou pessoalmente, enviando um representante em seu lugar.

Durante a fala, Alcolumbre destacou a necessidade de diálogo entre grupos com ideologias diferentes e entre os Poderes da República. Ele afirmou que defender a paz não significa omissão, mantendo o tom de cobrança e atuação firme diante de conflitos institucionais.

Crise entre Executivo e Legislativo foi presente no ambiente político, após o episódio de novembro envolvendo a sanção do projeto de isenção do Imposto de Renda, com ausências de Motta e de Alcolumbre na ocasião. O episódio foi citado como sinal de distanciamento entre as casas.

Ao lado de Alcolumbre, o ministro do STF foi lembrado como um marco de atuação institucional. O representante do Executivo, Carlos Veras, leu a mensagem oficial formulada pela Presidência, destacando conquistas econômicas do governo segundo a leitura oficial, que diverge de percepções de economistas.

Hugo Motta, presidente da Câmara, reforçou a defesa da prerrogativa do Congresso de controlar o orçamento por meio de emendas. Ele afirmou que o plenário pode orientar prioridades de forma independente, mediante a destinação de emendas aos municípios.

Motta sinalizou que, ainda nesta segunda, a Câmara deve concluir a votação do Programa Gás do Povo. Após o Carnaval, a pauta incluirá a PEC da Segurança Pública, considerada prioritária pela Casa. O presidente da Câmara mencionou também o fim da escala 6 x 1 entre projetos em apreciação.

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