- O Congresso dos Estados Unidos enfrenta o risco de prolongar o fechamento parcial do governo por falta de desbloqueio das leis de orçamento.
- O presidente Donald Trump pediu aos republicanos que votem a favor dos projetos orçamentários, para evitar a ampliação do bloqueo.
- Demoradas resistências no parlamento e recuos entre alguns republicanos colocam em risco um acordo que parecia fechado na sexta-feira.
- O líder da maioria na Câmara, Mike Johnson, mantém otimismo de que será possível aprovar o pacote, apesar da oposição de democratas e de alguns republicanos.
- O impasse está ligado a seis projetos de lei de financiamento, parte do total de doze, com questões sobre a atuação de agências como o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e a Patrulha da Fronteira (CBP), e ao caso de Alex Pretti, que aumentou a pressão por mudanças migratórias.
O Congresso dos EUA vive tensão diante do risco de prolongar o fechamento parcial do governo, que começou à meia-noite de sábado. A Casa Branca pressiona pela aprovação de leis orçamentárias para encerrar o bloqueo. A dúvida persiste sobre a possibilidade de acordo.
O presidente Donald Trump pediu aos republicanos que votem a favor das leis orçamentárias para evitar a continuidade do fechamento e manter funcionamento de dezenas de agências federais. Ele comunicou a intenção de assinar o texto assim que chegar ao seu escritório.
Democratas resistem na Câmara dos Representantes, enquanto alguns republicanos cobram compensações pelas concessões feitas no Senado. O cenário atual ameaça atrasar pagamentos a milhares de funcionários públicos e interromper serviços federais.
Situação no Congresso
Mesmo com o Senado aprovando o acordo, o grupo majoritário na Câmara enfrenta oposição interna. Líderes democratas dizem que não apoiarão o pacote sem reformas migratórias. A rotação de posições alimenta o impasse e aumenta o risco de novo fechamento.
O quadro reflete um equilíbrio estreito: a Câmara tem 218 votos contra 213 da oposição, o que torna cada apoio decisivo. Parlamentares pedem cortes adicionais e mudanças na lei eleitoral para identificar eleitores, entre outras controvérsias.
O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, afirmou estar confiante de que o acordo será alcançado até terça-feira, em entrevista à imprensa. Ainda não há definição sobre o que ocorrerá caso não haja avanço.
Despesas, migração e contexto
O impasse envolve seis leis de alocação, que somam 1,2 trilhões de dólares e representam parte importante do gasto discricionário do governo. As propostas já haviam sido aprovadas, mas sofreram alterações que exigem nova apreciação na Câmara.
O fechamento parcial permanece enquanto as negociações prosseguem. Instituições federais devem adiar divulgações de dados, incluindo índices de emprego, com impacto potencial nos mercados. O atraso de dados sinaliza incerteza administrativa.
Durante o impasse, o governo de Minnesota vivenciou controvérsia após a morte de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, durante ações de imigração. O caso repercutiu como fator político relevante, alimentando pressões por mudanças na atuação das autoridades federais de imigração.
Os democratas propõem endurecer normas de conduta para ICE e CBP, com uso de câmeras corporais, identificação obrigatória, proibição de disfarces e exigência de ordens judiciais para acesso a propriedades privadas. A resposta continua em negociação.
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