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Justiça do DF nega pedido para suspender cotas trans na UnB

Justiça Federal nega liminar que suspendia cotas trans na UnB; autonomia universitária é ressaltada e há verificação pela comissão responsável

Foto: Júlio Minasi/UnB
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  • A 21ª Vara Federal Cível do Distrito Federal negou a liminar que buscava suspender a reserva de vagas para pessoas trans na Universidade de Brasília.
  • A ação popular foi movida pela entidade Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil (Matria) e questionava a legalidade da política da UnB.
  • O juiz Francisco Valle Brum destacou a autonomia universitária e afirmou que a cota não se baseia apenas em autodeclaração, existindo uma comissão de verificação.
  • A política reserva duas por cento das vagas de graduação para pessoas autodeclaradas trans, incluindo travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não binárias.
  • A medida foi aprovada por unanimidade pela universidade em outubro de dois mil e vinte e quatro e pode ser contestada em instâncias superiores.

A 21ª Vara Federal Civil do Distrito Federal negou um pedido de liminar que buscava suspender a reserva de vagas para pessoas trans na Universidade de Brasília (UnB). A ação popular foi movida pela entidade MatrIa — Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil.

A decisão, proferida pelo juiz Francisco Valle Brum, ressaltou a autonomia universitária e afirmou que a cota não depende apenas de autodeclaração. O magistrado destacou que a UnB mantém uma comissão responsável pela verificação dos critérios.

A política de cotas destina 2% das vagas de graduação para pessoas autodeclaradas trans, incluindo travestis, mulheres e homens trans, bem como pessoas não-binárias. A medida foi aprovada pela universidade em outubro de 2024, por unanimidade.

Segundo a decisão, a UnB tem mecanismos para confirmar a elegibilidade dos candidatos, o que fundamenta a continuidade da política de reservas. A entidade acionante pode recorrer da decisão às instâncias superiores.

A ação permanece aberta em outras instâncias, que poderão reavaliar o tema com base em documentos da universidade e em pareceres legais. Não houve participação direta de representantes da UnB na sessão referida.

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