- Lula afirmou no STF que “todos pagarão pelos crimes que cometeram”, referindo-se à Operação Carbono Oculto da Polícia Federal sobre fundos da Faria Lima e crime organizado.
- O discurso ocorreu durante a cerimônia de abertura do ano judiciário; o presidente disse que o governo tem compromisso com a segurança pública e atingiu criminosos do “andar de cima”.
- Presentes, os presidentes da Câmara e do Senado não fizeram uso da palavra.
- O tema de Segurança Pública é uma das principais preocupações do governo, conforme pesquisa Datafolha, e há propostas como a recriação do Ministério da Segurança Pública e uma PEC da área.
- A Operação Carbono Oculto revelou fraudes em gestoras da Faria Lima e ligações com o crime organizado, incluindo o PCC; investigações continuam.
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva afirmou nesta tarde, durante a abertura do ano judiciário no STF, que nenhuma autoridade está acima da lei e que todos serão responsabilizados pelos crimes cometidos. A referência foi à operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apura um esquema de fraudes envolvendo gestoras de fundos de investimento da Faria Lima.
Lula destacou que o governo tem compromisso com a segurança pública e citou a atuação contra criminosos de alto escalão do crime organizado. A cerimônia do STF recebe o presidente como palestrante principal, embora, no ano anterior, Lula tenha ficado afastado do discurso de abertura.
Durante o evento, os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, tiveram a palavra anunciada, mas não usaram a palavra. A presença de lideranças reforça o caráter institucional da cerimônia, que também aborda temas de governança pública e combate à criminalidade.
Contexto da operação Carbono Oculto
A operação deflagrada no ano passado revelou um grande esquema de fraudes em fundos de investimento ligados à Faria Lima, com participação de redes do crime organizado. A investigação, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo, apontou uso de instrumentos do mercado financeiro para ocultar riquezas de atividades ilícitas.
Segundo apurações, o esquema envolvia operações entre o que a PF chama de criminosos atuando “no andar de cima”, com ligações potencialmente a organizações como o PCC. As informações indicam que parte das evidências foi enviada ao Supremo para análise de desdobramentos judiciais.
Envolvimento de figuras do setor financeiro
A reportagem de veículos de imprensa destacou que a Carbono Oculto trouxe referências a fraudes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Tendo Toffoli autorizado encaminhar casos ligados a esse caso à corte, o próprio Vorcaro pediu que parte das informações relacionadas fosse remetida ao STF. A PF continua aprofundando as investigações.
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