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Novos documentos revelam ligações de Trump com Jeffrey Epstein

Novos documentos não apontam crime de Trump, mas mostram ligações entre seu entorno e Epstein e registros de visitas e comunicações

A picture of Donald Trump in the Epstein document cache.
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  • O Departamento de Justiça divulgou, na sexta-feira, cerca de 3,5 milhões de páginas adicionais de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, após revisão e com redacções.
  • O governo afirma que, entre as comunicações, não há qualquer indício de envolvimento criminoso de Donald Trump, mesmo com Epstein criticando o presidente em mensagens.
  • Os documentos, porém, revelam ligações entre Trump e Epstein e entre o entorno de Trump e Epstein, incluindo menções em tips não verificadas enviadas ao FBI e notas de entrevista com uma vítima.
  • Pessoas próximas a Trump aparecem conectadas a Epstein nos papéis: Howard Lutnick visitou Epstein’s island com a família, Elon Musk demonstrou interesse em conhecer Epstein, e Steve Bannon trocou mensagens e aconselhou o envolvimento dele.
  • A administração sustenta que a liberação encerra o esforço de investigação; há cobrança de transparência por parte de alguns congressistas, que defendem a divulgação de material adicional como depoimentos do FBI e memorandos de investigação.

Allies downplay president’s links to Epstein but newly released documents offer slightly more complicated picture

O Departamento de Justiça liberou nesta sexta-feira 3,5 milhões de páginas adicionais de documentos sobre Jeffrey Epstein, após anunciar a divulgação de 3 milhões de páginas. A decisão ocorre em meio a tentativas da equipe da administração de reduzir a exposição do presidente ligado a Epstein. O material não aponta criminalidade ou contatos impróprios do presidente com as vítimas, segundo o deputy attorney general Todd Blanche, em entrevista à Fox News.

Apesar da conclusão oficial de que não há indícios de crime envolvendo o presidente, a nova leva de documentos revela conexões entre aliados próximos ao ex-presidente e Epstein, além de indicar como esse círculo orbitava o financiador do esquema. Entre os itens, aparecem referências a Trump em comunicações não verificadas e notas de entrevistas com uma vítima.

Novas informações sobre associações próximas

Os papéis mostram menções ao nome de Trump em avisos não verificados enviados ao FBI e em anotações de entrevista com uma vítima. Um funcionário de Epstein também afirmou ter lembrança de uma visita de Trump à residência do empresário. Além disso, uma mulher chamada Melania troca e-mails amistosos em 2002, incluindo menção a viagens a Palm Beach.

Howard Lutnick, amigo de longa data de Trump e atual secretário de Comércio, era quem organizou visita à ilha de Epstein no Caribe com a família, segundo os documentos. Embora indiquem encontros entre Lutnick e Epstein, ele afirmou ter conhecido o empresário apenas após o contato telefônico. Não há acusações de crime envolvendo Lutnick.

Elon Musk, aliado de Trump e assessor de alto nível no governo, retomou o interesse pelos arquivos ao afirmar que Trump não desejava que o material fosse divulgado por considerar o conteúdo relevante. Os e-mails mostram Musk buscando encontro com Epstein na ilha, com propostas de participar de festas, mas a interação não chegou a se concretizar.

Steve Bannon, estrategista de Trump, manteve correspondência extensa com Epstein e realizou uma entrevista em vídeo com ele. Os documentos também indicam que Bannon ofereceu aconselhamento sobre como ajudar Epstein a recuperar a imagem pública.

Reações e próximos passos

A apuração indica que a divulgação atual pode encerrar os esforços oficiais de investigação sobre Epstein por parte da administração. O Departamento de Justiça destacou que houve vasta correspondência e imagens, mas não há base para abrir processamentos adicionais contra o presidente.

Alguns congressistas e membros da oposição já sinalizaram a possibilidade de solicitar novas divulgações. O deputado Ro Khanna, da Califórnia, afirmou que existem milhões de páginas adicionais potencialmente relevantes, incluindo declarações de entrevistas com vítimas e documentos internos de investigações realizadas em 2007 na Flórida.

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