- Segurança pública continua sendo a principal preocupação, com 41% das menções, queda em relação a 45% da rodada anterior e 52% em novembro.
- Dados foram coletados entre 24 de dezembro e 9 de janeiro, em pesquisa global que ouviu mil entrevistas no Brasil, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.
- Além da segurança, os cinco principais temas são saúde (36%), corrupção financeira/política (33%), pobreza e desigualdade social (33%) e impostos (28%).
- Inflação aparece em sexto lugar com 26%; nenhum tema atinge 20% após isso, e extremismo fica em 9%.
- O CEO da Ipsos no Brasil, Diego Pagura, afirma que a queda do tema criminalidade sugere menor impacto na agenda; saúde subiu dois pontos, e corrupção caiu três pontos.
O levantamento da Ipsos aponta que, no início do ano eleitoral, a segurança pública segue no topo das preocupações dos brasileiros. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (2), aponta 41% de menções ao tema “crime e violência”. Em relação à rodada anterior, feita em 7 de janeiro, houve queda de 4 pontos percentuais, após atingir 52% em novembro.
Os dados foram coletados entre 24 de dezembro e 9 de janeiro, pela internet, no âmbito do estudo global “O que preocupa o mundo?”, conduzido em 29 países. No Brasil, a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, com cerca de mil entrevistas.
Segundo o CEO da Ipsos no Brasil, Diego Pagura, a queda na preocupação com criminalidade sugere menor intensidade do tema na agenda pública. Por outro lado, a preocupação com saúde subiu dois pontos.
Principais preocupações
Além da segurança, outros temas aparecem no top cinco das prioridades: saúde com 36%, corrupção financeira/política com 33%, pobreza e desigualdade social também com 33% e impostos com 28%. A inflação aparece em sexto lugar com 26%. Nenhum outro item chega a 20%.
O levantamento destaca que o total de menções supera 100% porque cada entrevistado citou três problemas, ampliando o peso relativo de cada tema na percepção geral.
Pagura aponta que a saúde, ao subir, indica deslocamento de foco para impactos diretos no cotidiano. A redução da pauta de corrupção reforça a leitura de que demandas sociais ganham centralidade neste momento.
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