- O PSD busca lançar um nome moderado de centro-direita para 2026, com Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite como pré-selecionados.
- Em 2022, Simone Tebet teve quatro vírgula dezesseis por cento dos votos válidos, apoiou Lula no segundo turno e tornou-se ministra do Planejamento.
- O PSD ocupa três ministérios no governo Lula e votou a favor do pacote fiscal; o presidente do partido, Gilberto Kassab, diz que a sigla não está no governo.
- A pesquisa Genial/Quaest de janeiro mostra Flávio Bolsonaro com cinquenta e nove por cento entre eleitores de direita não bolsonarista; Ratinho Júnior aparece com dezesseis por cento, Caiado entre três e cinco por cento, e Eduardo Leite não foi testado. Lula fica com trinta e seis por cento no primeiro turno.
- A imprensa vê com interesse a possibilidade de divisão da direita pela candidatura do PSD, mas o eleitor permanece com bocejos, como ocorreu em eleições anteriores.
Na versão oficial, o PSD busca lançar um nome moderado de centro-direita para disputar a Presidência em 2026, buscando distância da polarização entre Lula e o bolsonarismo. Os pré-candidatos citados são os governadores Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR) e Eduardo Leite (RS). O partido tenta explorar um perfil técnico, sem alinhar-se aos extremos.
Essa estratégia dialoga com o histórico recente de candidaturas de centro no Brasil, como a de Simone Tebet (MDB) em 2022. Ela foi apresentada como alternativa independente, com foco técnico e racional, mas terminou sem expressão expressiva nas urnas.
Em 2022, o centro manteve, de modo geral, desempenho abaixo do esperado, mesmo com nomes de peso. Tebet teve 4,16% dos votos válidos; Ciro Gomes, 3,04%. O eleitorado central foi decisivo para a vitória de Lula no segundo turno, com impactos variados entre cidades.
Panorama eleitoral
Pesquisas apontam cenários variados para 2026. Uma sondagem da Genial/Quaest de janeiro mostra Flávio Bolsonaro liderando entre eleitores da direita não bolsonarista, com 59%, seguido por Ratinho Jr. com 16% e Caiado com 7% a 11%, dependendo do cenário. Eduardo Leite ficou fora da testagem.
Entre o conjunto de eleitores da direita, Lula aparece com 36% no primeiro turno, e Flávio Bolsonaro com 23%. Ratinho Jr. oscila entre 7% e 11%, Caiado entre 3% e 5%. A pesquisa não testou Eduardo Leite em cenários diretos.
A eventual candidatura do PSD que fragmentasse a direita teve recepção distinta: a imprensa recebeu com interesse cauteloso, enquanto alguns eleitores de centro mostraram ceticismo semelhante ao observado em eleições anteriores, quando candidaturas de centro tiveram votação limitada.
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