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TSE deve estabelecer código de conduta para juízes neste ano eleitoral

TSE cria código de conduta para juízes em 2026, incluindo regras contra conflitos de interesse, atividades não judiciais e recebimento de presentes

A presidente do TSE, Cármen Lúcia. Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
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  • O TSE Vai elaborar uma recomendação para sensibilizar a magistratura neste ano eleitoral, com participação dos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais.
  • O objetivo é que as diretrizes se apliquem a todo o país, incluindo afastar manifestações de juízes sobre a escolha de candidatos e enquadrar participação em eventos privados com divulgação de postulantes como conflito de interesse.
  • A recomendação ainda pode orientar que magistrados não se envolvam em atividades não judiciais no período eleitoral e não recebam presentes ou favores.
  • A proposta está em debate e pode passar por mudanças, e pode indicar caminhos para o STF, na linha da relatoria de Cármen Lúcia.
  • Cármen Lúcia destacou a importância da atuação rígida e transparente e afirmou que a confiança da população nas instituições legitima a Justiça e o processo eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta segunda-feira (2) que elaborará uma recomendação de conduta para magistrados neste ano eleitoral. A iniciativa visa sensibilizar a magistratura e terá a participação dos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais.

A presidente do TSE, Cármen Lúcia, afirmou que o documento poderá orientar todo o país. Entre as propostas em estudo está restringir manifestações de juízes sobre candidaturas e enquadrar a presença de magistrados em eventos privados com divulgação de postulantes como possível conflito de interesse.

Também está em pauta que juízes não se envolvam em atividades não judiciais durante o período eleitoral e não recebam presentes ou favores. A proposta ainda passará por debates e alterações antes de sua conclusão.

Confiança nas instituições

Cármen Lúcia destacou que a atuação dos integrantes do Judiciário deve ser “mais rigorosa e transparente”. Segundo ela, a confiança da população legitima a Justiça.

Ela ressaltou que a lisura do processo eleitoral depende de conduta ética e independence. “Todo ser humano tem o direito de confiar que agentes públicos atuem conforme a Constituição e seus princípios de legalidade, moralidade, publicidade e eficiência.”

Condutas éticas

A ministra enfatizou a importância de atitudes éticas entre servidores públicos para manter a credibilidade institucional. Em mensagem aos partidos, citou o inadmissível para ilegalidades e desvios éticos.

Estiveram presentes na sessão de abertura pessoas como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Betto Simonetti, presidente do Conselho Nacional da OAB.

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