- Novos arquivos do caso Epstein destacam contatos próximos entre Noam Chomsky e Jeffrey Epstein, incluindo planos de encontros sociais.
- Não há indicação nos materiais de que Chomsky se referisse apenas a questões financeiras; há relatos de conversas sobre o estilo de vida e viagens, como fantasias sobre a ilha caribenha de Epstein.
- Em mensagens, Epstein pediu que Chomsky avaliasse estratégias para lidar com a imprensa, meses antes de a fraude judicial envolvendo Epstein vir a público.
- Documentos também mostram trocas com figuras públicas, como Steve Bannon, com Epstein fornecendo contatos para facilitar encontros com Chomsky.
- Além disso, há menções a doações e contatos financeiros entre Chomsky e Epstein, incluindo discussões sobre pagamentos e envio de cheques, além de convites para encontros em Nova York ou no Caribe.
Noam Chomsky e Jeffrey Epstein aparecem em novos arquivos divulgados pelo governo dos EUA, ampliando o retrato de uma relação social entre os dois. Os documentos, parte de um lote de arquivos sobre Epstein, revelam conversas que vão além de relações financeiras, incluindo encontros sociais planejados e mensagens entre os dois.
Os textos mostram que o linguista americano, de 97 anos, interagiu com Epstein em diversas frentes, inclusive para organizar encontros com outras personalidades. Emergiu ainda a ideia de que as comunicações não se restringiram a assuntos estritamente financeiros, mas abordaram planos sociais e contatos profissionais.
Entre as mensagens, há registro de Chomsky escrevendo a Steve Bannon, então estrategista-chefe da Casa Branca, solicitando uma reunião introdutória. Epstein havia fornecido o contato do ex-conselheiro de Donald Trump, sugerindo uma rede de contatos compartilhada.
Outra parte do material indica que Epstein, em 2019, afirmou ter recebido aconselhamento de Chomsky sobre como lidar com a cobertura da imprensa. A época é anterior à morte de Epstein sob custódia federal, em momentos de forte atenção midiática sobre o caso.
Valeria Chomsky, esposa do linguista, não respondeu de imediato a perguntas sobre a autenticidade de algumas mensagens. Não houve confirmação pública de contestação dos textos atribuídos a Chomsky.
Os novos documentos reforçam, segundo a divulgação, que houve uma relação de contato frequente entre Chomsky e Epstein, incluindo conversas sobre questões de governança de riqueza e assuntos jurídicos envolvendo a família de Chomsky.
Entre as mensagens particulares, Epstein propôs envio de kits de testes genéticos aos Chomsky, em conjunto com outras correspondências envolvendo a disponibilização de recursos para atividades associadas à vida acadêmica da família.
Em 2016, Epstein sugeriu encontros em Nova York ou no Caribe, com respostas positivas de Chomsky. Em mensagens subsequentes, os dois discutiram a possibilidade de reiteração de encontros com outras figuras associadas, possivelmente incluindo Woody Allen, embora não haja confirmação explícita sobre quem estaria presente.
Em outra linha de comunicação, Epstein enviou a Chomsky um lembrete sobre a prática de manter contato regular com pessoas do meio, destacando a “experiência valiosa” de tais contatos. Esse trecho é citado em análises dos registros para esclarecer o papel de Epstein nas redes de influência da época.
A divulgação ocorreu no contexto de um esforço da Câmara dos EUA para ampliar a transparência sobre o caso Epstein. As informações chegam após o governo federal ter liberado, em anos anteriores, parte do material já conhecido sobre o assunto, e reforçam o interesse público por dados completos e verificáveis.
Chomsky, professor emérito do MIT, permanece afastado de suas funções acadêmicas desde outubro de 2023, em licença médica não remunerada, segundo a universidade, que confirmou a posição. A publicação atual não altera esse estado de licença.
As informações continuam sob análise de especialistas, que destacam a importância de separar relações pessoais de obrigações públicas. O material mostra nuances de uma época em que nomes de destaque circulavam entre círculos de poder e mídia.
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