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Rumble e Trump Media pedem à Justiça dos EUA que intime Moraes por email do STF

Defesas de Rumble e Trump Media pedem intimação de Moraes por e-mail institucional para notificações de ordens de remoção, visando avanço do processo nos EUA

O ministro do STF Alexandre de Moraes é alvo de processo nos EUA por ordens de censura (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • As empresas Rumble e Trump Media pediram à Justiça Federal dos EUA que intime o ministro do STF, Alexandre de Moraes, por e-mail institucional, argumentando que esse canal é confiável e já foi utilizado para notificações relacionadas a ordens de remoção.
  • A defesa afirma que Moraes enviou “Ordens de Silêncio” por e-mail, ordenando bloquear contas, entregar dados de usuários e nomear um representante no Brasil, sob ameaça de multas diárias e suspensão de serviços.
  • O processo na Justiça Federal americana está parado desde agosto, devido a uma intimação ao STJ; em outubro, a PGR apresentou parecer pela rejeição da notificação.
  • Os advogados das empresas sustentam que a citação por e-mail é o único caminho viável para o caso avançar, já que o processo de citação ficou politizado e inacessível.
  • O objetivo das empresas é a condenação de Moraes nos EUA por supostas ordens censórias extraterritoriais.

A defesa das empresas Rumble e Trump Media solicitou à Justiça Federal dos EUA que intime o ministro do STF Alexandre de Moraes por meio de seu e-mail institucional. A alegação é que Moraes bloqueou outros canais de contato usados pela cobrança de notificações.

Segundo a peça, Moraes já utilizou o e-mail para comunicar as empresas sobre ordens de remoção de conteúdo, com ameaça de multas diárias e suspensão de serviços no país. A defesa afirma que o mesmo canal tem validade para notificações oficiais.

O processo estava em andamento na Justiça Federal americana há um ano, mas ficou paralisado desde agosto após uma intimação dirigida ao STJ. Em outubro, a PGR se posicionou pela rejeição da notificação.

Na citação apresentada recentemente, o escritório de advocacy das empresas sustenta que a citação via Moraes foi interrompida não por falha processual, mas por politização do caso. Assim, o envio por e-mail seria a via viável para avançar.

Pedido e objetivos

As partes pedem que Moraes seja citado nos Estados Unidos pela via do correio eletrônico institucional, para permitir que o mérito seja analisado pelo tribunal de origem.

A defesa afirma que o e-mail utilizado pelo ministro já serviu para notificações anteriores, o que justificaria a validade da intimação eletrônica no contexto do litígio transnacional.

O objetivo é obter o reconhecimento de eventual responsabilidade de Moraes por ordens consideradas extraterritoriais, com enfoque na atuação do magistrado em decisões de censura envolvendo plataformas norte-americanas.

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