- Steve Bannon, ex-assessor de Trump, pediu que agentes de imigração fiquem nos locais de votação em novembro.
- Bannon não tem poder formal, mas é figura influente na direita e próximo da administração Trump.
- Trump voltou a sugerir a federalização das eleições, defendendo que o governo federal assuma a condução do voto.
- Bannon afirmou no programa War Room que haverá presença do ICE perto das urnas em novembro.
- Autoridades eleitorais temem interferência da administração Trump; nos EUA, há ações judiciais e demandas para acesso a listas de eleitores por parte do Departamento de Justiça.
O ex-assessor de Donald Trump, Steve Bannon, pediu que agentes de imigração fiquem próximos aos locais de votação nas eleições de novembro. A proposta, que chega durante o ciclo de meio de mandato, tem sido alvo de preocupação entre autoridades eleitorais por possível interferência. Bannon não detém poder formal, mas é influente entre a base de direita e mantém ligação com a gestão Trump.
Segundo o ex-assessor, a presença de agentes de inspeção migratória nas assembleias eleitorais seria uma estratégia para frear supostos abusos, uma alegação frequente de ambientes conservadores. Ele também atualizou comentários feitos em seu programa, reforçando a ideia de que a imigração é um fator determinante para o resultado eleitoral.
Contexto político envolve ainda ataques à administração anterior. O ex-presidente Trump voltou a defender a federalização das eleições, uma ideia que enfrenta oposição de tribunais e de autoridades estaduais, responsáveis pela organização do pleito. Além disso, continuam as alegações não comprovadas sobre votos de imigrantes votando em grande escala.
Contexto institucional
Autoridades eleitorais nacionais temem que a presença de agentes da imigração em locais de votação possa intimidar eleitores. Em várias jurisdições, a atuação de agentes de imigração é vista como fator de risco à participação, especialmente em áreas com maior presença de eleitores legalmente residentes.
Implicações legais
Em Minnesota, agentes migratórios intensificaram ações nos últimos dias. O procurador-geral estadual solicitou que o governo federal reduza a presença de agentes e acione a entrega de listas de eleitores. O Departamento de Justiça também tem buscado acesso a registros de eleitores em diversos estados, levantando preocupações sobre privacidade e segurança.
De forma geral, autoridades eleitorais enfatizam que a supervisão de votos é tarefa de governos locais e estaduais, não federais. As disputas legais envolvendo pedidos de acesso a dados já resultaram em ações judiciais e em medidas para preservar o sigilo de informações de eleitorado.
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