- O Ministério da Saúde reabriu, em 3 de fevereiro de 2026, os trabalhos do Programa Brasil Saudável, com foco na eliminação de infecções e doenças de determinação social até 2030.
- O programa envolve quatorze ministérios e busca acelerar ações nos territórios prioritários, agora com disponibilidade orçamentária para as entregas previstas.
- Entre as metas de 2026 estão a certificação da eliminação da transmissão vertical da hepatite B e do tracoma, além da ampliação do microplanejamento e da adesão ao tratamento de HIV e tuberculose.
- A iniciativa privilegia ações intersetoriais e integração com áreas como assistência social, moradia, saneamento, educação e direitos humanos para enfrentar determinantes sociais da saúde.
- A parceria com órgãos como Fiocruz, Funasa e universidades, além de ações em telemedicina no sistema prisional, são apontadas como pilares para acelerar a implementação e as entregas nos territórios.
O Ministério da Saúde realizou, nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, a reabertura dos trabalhos do Programa Brasil Saudável. O encontro reuniu equipes técnicas e representantes de secretarias, departamentos e órgãos vinculados à pasta.
O objetivo foi consolidar prioridades, entregas estratégicas e cooperação intersetorial para eliminar infecções e doenças de determinação social até 2030. A reunião marca o retorno das atividades do programa no ano.
A secretária Mariângela Simão abriu o encontro destacando que 2026 será decisivo para amadurecer as ações. A retomada ocorre com disponibilidade orçamentária para acelerar iniciativas nos territórios prioritários.
O Brasil Saudável, criado por decreto presidencial em 2023 e ampliado em 2024, envolve 14 ministérios sob coordenação do Ministério da Saúde. O foco inicial são 11 doenças consideradas problema de saúde pública e cinco infecções de transmissão vertical, como hepatite B e sífilis congênita.
O programa está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Seu eixo é o trabalho intersetorial para enfrentar determinantes sociais como fome, pobreza e discriminação, com ações em várias frentes do governo.
Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, apresentou o histórico do programa. Mesmo com orçamento limitado, houve avanços, segundo ele. A nova fase foca na execução de projetos estratégicos.
Entre as entregas previstas para 2026, estão a certificação da eliminação da transmissão vertical da hepatite B e do tracoma, além da ampliação do microplanejamento em municípios prioritários. Também há metas de reduzir malária e fortalecer adesão a HIV e tuberculose.
Mariângela Simão ressaltou que o sucesso depende da integração de políticas públicas além da saúde. Ela destacou que ações conjuntas com assistência social, moradia, educação e direitos humanos são essenciais para eliminar doenças de origem social.
Participantes incluíram representantes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e parcerias com Fiocruz, universidades, organismos internacionais e movimentos sociais. Também houve articulação com ministérios de Desenvolvimento Social, Cidades, Direitos Humanos, Justiça e Relações Exteriores.
Entre as propostas para 2026 estão priorizar populações vulneráveis em programas habitacionais, integrar bases de dados sociais e de saúde, ampliar telemedicina no sistema prisional e fortalecer ciência, tecnologia e inovação.
Ao longo do ano, devem ocorrer reuniões bilaterais e intersetoriais para detalhar contribuições de cada área. O objetivo é fortalecer a execução das ações nos territórios e consolidar o Brasil Saudável como estratégia governamental de enfrentamento às desigualdades em saúde.
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