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Corregedoria prende chefe da Assessoria Militar da Câmara SP por proteção ao PCC

Capitão da Polícia Militar, chefe da Assessoria Militar da Câmara de São Paulo, é preso na Kratos por proteção a empresários do PCC; mala com R$ 1 milhão é apreendida

Corregedoria prende chefe da Assessoria Militar da Câmara de SP por proteção a ‘empresários do PCC’ - Estadão
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  • O capitão Alexandre Paulino da Silveira, chefe da Assessoria Militar da Câmara Municipal de São Paulo, foi preso em casa durante a Operação Kratos.
  • Ele é suspeito de prestar segurança aos proprietários da Transwolff, empresa ligada a investigações de lavagem de dinheiro do PCC.
  • A operação também prendeu o 3º sargento da reserva Nereu Aparecido Alves; uma mala com R$ 1 milhão em dinheiro vivo foi apreendida na casa dele.
  • O sargento Alexandre Aleixo Romano, que trabalha no 38º Batalhão, também foi detido; foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e há apuração de possível vazamento de informações a criminosos.
  • A Presidência da Câmara informou que o capitão atua na instituição desde outubro de 2014 e que os demais detidos não integram a Assessoria Militar da Câmara.

O corregedoria da Polícia Militar prendeu nesta quarta-feira o capitão Alexandre Paulino da Silveira, chefe da Assessoria Militar da Câmara Municipal de São Paulo. A medida faz parte da Operação Kratos, após ele ser flagrado em casa. A prisão é ligada à guarda dos donos da Transwolff, suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Ao lado dele, o 3º sargento Nereu Aparecido Alves teve a prisão preventiva decretada. Ele estava na casa dele e também teve a detenção autorizada pela Justiça Militar. Um terceiro sargento, Alexandre Aleixo Romano, foi detido à tarde.

A ação foi iniciada com o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Entre os itens recolhidos, havia uma mala com R$ 1 milhão em dinheiro vivo na residência de Nereu. A defesa de todos não foi imediatamente localizada pela reportagem.

Prisão e investigações

A investigação aponta que o grupo prestava segurança aos empresários da Transwolff, empresa que teve contrato com a prefeitura cancelado na esteira da Operação Fim da Linha. A corregedoria apura eventual ligação com o PCC e possíveis casos de mensalidades a policiais.

Relatos e mensagens interceptadas indicam repasses de valores a policiais, incluindo aos investigados, para a prestação de serviços de proteção aos diretores da Transwolff. O material vai passar por perícia técnica.

A transação de dados entre Polícia Militar, Gaeco e Ministério Público é alvo de apuração. O objetivo é esclarecer se houve vazamento de informações confidenciais para o crime organizado.

Contexto e próximos passos

Entre as apurações, há também a investigação sobre vazamento de operações da Rota e do Gaeco para o PCC. Os autos mencionam possíveis vínculos entre PMs e atividades relacionadas ao crime organizado.

A Presidência da Câmara Municipal informou que o capitão Alexandre atua na assessoria desde 2014, em cinco gestões. Ainda afirmou que os demais policiais não integravam a Secretaria Militar da Câmara.

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