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CPI solicita convocação da esposa de Moraes no Caso Master

Relator da CPI propõe convocar Viviane Barci de Moraes para investigar possível uso de serviços jurídicos na lavagem de recursos do Master

O relator da CPI do Crime Organizado e do PL Antifacção, Alessandro Vieira (MDB-SE). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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  • Orelator da CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou requerimento para convocar a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
  • O ponto central é o contrato de cento e vinte e nove milhões de reais entre o Banco Master e o escritório de advocacia, alvo de investigações.
  • A proposta precisa do aval da maioria de onze membros da comissão, que tem Fabiano Contarato (PT-ES) como presidente. A primeira reunião de 2024 está marcada para quarta-feira, 11.
  • Vieira sustenta que ouvir Viviane é crucial para avaliar possível uso de serviços jurídicos para lavar dinheiro e blindar recursos de organizações criminosas.
  • Segundo o senador, os honorários parecem acima da prática de mercado e podem indicar um “negócio jurídico simulado”; há menção à Operação Carbono Oculto como referência. Se aprovado, Viviane será obrigada a comparecer.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou um requerimento para convocar a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. A motivação é a existência de um contrato de 129 milhões de reais envolvendo o Banco Master e o escritório de advocacia.

A proposta depende da aprovação da maioria dos 11 membros da comissão, que é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES). A primeira reunião do ano está marcada para quarta-feira, dia 11. A convocação é de caráter obrigatório.

Vieira sustenta que ouvir Viviane é essencial para avaliar a potencial instrumentalização de serviços jurídicos com o objetivo de lavar dinheiro e blindar recursos provenientes de organizações criminosas. O argumento baseia-se na relação entre o contrato e o suposto uso de recursos ilícitos.

Ele afirma que os honorários parecem destoar do mercado, sugerindo a hipótese de um negócio jurídico simulado. Alega ainda que investigações anteriores apontam que o Master teria sido capitalizado por meio de fraudes e dinheiro relacionado ao tráfico de drogas.

Caso o requerimento seja aprovado, Viviane Barci de Moraes será obrigada a comparecer à CPI, já que se trata de uma convocação formal. A alternativa de declínio não existe diante desse tipo de instrumento.

Contexto e desdobramentos

A CPI investiga vínculos entre contratos de advocacia, operações financeiras de alto valor e possíveis fluxos de capitais ilícitos. O caso envolve o Banco Master e um escritório de advocacia, cuja natureza dos honorários está sob escrutínio.

A operação Carbono Oculto é mencionada como referência para discutir a origem de recursos usados na capitalização do Master. As investigações apontam indícios de fraude associada a recursos de origem criminosa, segundo o relator.

A votação do requerimento ainda não ocorreu. A sociedade fica atenta ao desfecho, que pode levar à oitiva de Viviane Barci de Moraes ou à derrubada da convocação pela maioria da CPI.

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