- O legista da Nova Gales do Sul concluiu que houve uma “falha grave” ao não reconhecer a recaída de Cauchi antes dos ataques no Bondi Junction, em 2024.
- Joel Cauchi, que vivia com esquizofrenia, matou seis pessoas no centro Westfield em Bondi Junction e foi morto a tiros por uma inspetora da polícia, Amy Scott.
- O relatório, com 837 páginas, recomenda mudanças no sistema de saúde mental de Nova Gales do Sul.
- A ex-psiquiatra de Cauchi, Andrea Boros-Lavack, teve a atuação considerada exemplar entre 2012 e 2019, mas falhou ao avaliar a gravidade da recaída.
- Entre as recomendações estão fundos e estratégias para habitação de curto e longo prazo para pessoas com questões de saúde mental em situação de sem-teto, e avaliação do declínio dos serviços de alcance em saúde mental nos próximos doze meses, com encaminhamento à ombudsman.
Foi considerado um “falha grave” pelo médico psiquiatra anterior de Joel Cauchi não ter percebido a recaída dele antes dos ataques com faca no Bondi Junction, em 2024, segundo o inquérito do coroner. A conclusão integra um relatório de 837 páginas divulgado pela coroner Teresa O’Sullivan.
Cauchi, que convivia com esquizofrenia, matou seis pessoas no shopping Westfield Bondi Junction e feriu mais dez, antes de ser morto a tiros pela inspetora de polícia Amy Scott. As mortes foram causadas por ferimentos de arma branca.
A coroner aponta que houve falha no reconhecimento da gravidade da recaída por parte da psiquiatra responsável pelo cuidado de Cauchi entre 2012 e 2019, Andrea Boros-Lavack. O relatório também ressalta que o cuidado anterior foi exemplar, mas não o suficiente para impedir o desfecho trágico.
O inquérito não atribui a responsabilidade principal à médica pelo ataque, embora reconheça que o manejo da recaída contribuiu para o resultado. A coroner destacou que o sistema de saúde mental estadual apresenta questões estruturais a serem reorientadas.
A coroner recomendou mudanças no sistema de saúde mental de NSW, incluindo moradias de apoio de curto e longo prazo para pessoas com transtornos mentais e sem-teto. Também sugeriu avaliação sobre a redução de serviços de alcance de saúde mental e um cronograma para ampliar esses serviços.
O relatório sinaliza ainda a necessidade de ajustes institucionais para prevenir tragédias semelhantes. O documento será encaminhado para autoridades competentes que deverão considerar as recomendações em políticas públicas.
Os familiares das vítimas estiveram presentes no tribunal para acompanhar as recomendações finais da coroner. A investigação buscou compreender não apenas o caso individual, mas as falhas sistêmicas que cercam o atendimento à saúde mental na região.
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