- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a ouvir Arthur Lira e o deputado José Rocha em acareação no inquérito que investiga o orçamento secreto.
- A acareação tem como objetivo esclarecer contradições entre Lira e Rocha sobre as indicações de emendas.
- É a primeira vez que Lira será ouvido pela PF sobre as supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
- A investigação está ligada à Operação Transparência, deflagrada em dezembro, que mira a ex-assessora Mariangela Fialek, conhecida como Tuca.
- A Câmara dos Deputados argumentou que Rocha faria condutas irregulares em 2024 e que ele retirou emendas de Alagoas, enquanto Lira era presidente da Casa; o caso corre em sigilo.
O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a Polícia Federal a realizar depoimentos e acareação entre o ex-presidente da Câmara Arthur Lira e o deputado José Rocha. A medida busca esclarecer contradições sobre indicações de emendas do que ficou conhecido como orçamento secreto.
O objetivo é apurar divergências entre Lira e Rocha sobre as designações de emendas, no âmbito do inquérito que investiga o orçamento secreto e resultou na Operação Transparência, deflagrada em dezembro. A PF já recolheu celulares, computador e anotações da ex-assessora Mariangela Fialek.
A investigação corre em sigilo. A Justiça determinou que a PF ouça depoimentos para esclarecer o papel de Rocha na indicação de emendas durante 2024, quando dirigia a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional (Cindre), segundo a Advocacia da Câmara.
Acareação entre Lira e Rocha
A Câmara argumenta que Rocha praticou condutas irregulares ao indicar emendas sem alinhamento com lideranças, enquanto Lira diz desconhecer tais operações até ser informado sobre o esgotamento de recursos disponíveis. Também há alegações de retirada de emendas de Alagoas.
A operação de dezembro indicou que Mariangela Fialek exercia controle de indicações desviadas, em benefício de possível organização criminosa ligada a desvios de recursos públicos. A PGR descreveu elementos que embasaram a ação policial, sem apontar culpados específicos.
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