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Lula anuncia pacto contra feminicídio sem ações concretas e cobrança ao cidadão

Pacto Nacional Contra o Feminicídio cria grupo de trabalho entre os três poderes; sem metas, foco é mobilizar cidadãos para desconstrução do machismo

Representantes dos poderes levaram suas mulheres. (Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República)
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  • Lula anunciou o Pacto Nacional Contra o Feminicídio e criou um grupo de trabalho chamado Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República.
  • O evento reuniu chefes dos três Poderes (com exceção de poucas pessoas, todas homens), acompanhados de suas esposas, e foi apresentado como resposta à violência de gênero.
  • O comitê fica sob coordenação da Presidência e envolve a Casa Civil, a Secretaria de Relações Institucionais, os ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública, além do Ministério Público e Defensorias Públicas.
  • Não houve prazos nem metas definidas; a ênfase foi na desconstrução do machismo por meio da participação do cidadão comum.
  • Lula pediu que homens conversem com colegas, amigos e parentes para mudar a cultura; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a agenda legislativa priorizará a proteção às mulheres, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou a urgência de resultados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, nesta quarta-feira (4), representantes de todos os Poderes da República para anunciar o Pacto Nacional Contra o Feminicídio. O anúncio ocorreu sem ações concretas anunciadas, apenas a criação de um grupo de trabalho coordenado pela Presidência da República, com o objetivo de enfrentar a violência de gênero.

O grupo, formado por órgãos do governo e do Ministério Público, foi criado por decreto e recebeu o nome de Comitê Interinstitucional de Gestão. A estrutura envolve a Casa Civil, a Secretaria de Relações Institucionais e os Ministérios das Mulheres, da Justiça e Segurança Pública, além de membros do Ministério Público e das Defensorias Públicas. O objetivo formal é coordenar ações entre os três poderes.

No entanto, a ênfase do anúncio esteve voltada à participação cidadã. A agenda ficou marcada pela desconstrução de hábitos considerados machistas, com o governo pedindo aos cidadãos que atuem ativamente no combate à violência contra mulheres. A ideia é estimular mudanças culturais como complemento às medidas institucionais.

Desconstrução do machismo

Mesmo sem metas ou prazos definidos, a proposta envolve ações voltadas à transformação de comportamentos. A presença de representantes com mandatos institucionais sinalizou a continuidade do tema na pauta legislativa. Os líderes participantes destacaram o papel da sociedade no enfrentamento da violência de gênero.

Alcolumbre, que preside o Senado, mencionou que o tema terá centralidade na agenda parlamentar, com foco em aprimorar o marco legal e assegurar proteção às mulheres. Motta, por sua vez, ressaltou a urgência de resultados concretos no combate à violência, destacando que as entregas estavam atrasadas e precisam ocorrer com rapidez.

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