- O PT forma uma chapa puro-sangue na Bahia para governo e Senado, deixando de fora o senador Angelo Coronel (sem partido), que rompeu com a sigla e já negocia uma candidatura na chapa de ACM Neto (União).
- A composição do chapão envolve o governador Jerônimo Rodrigues (reeleição), o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa disputando o Senado; a entrada de Rui Costa foi apontada como o gatilho para a exclusão de Coronel.
- Coronel, que apoiava o PT, disse ter sido rifado por não ser considerado “puro-sangue” e relatou abalo emocional e de saúde após saber da mudança.
- O PSD baiano, liderado por Otto Alencar, manteve posição de que pode participar da chapa majoritária, embora tenha ficado externamente dividido com a saída de Coronel.
- O governador da Bahia indicou acompanhar a crise e buscar consenso, enquanto o PT reforça a chapa para fortalecer a reeleição de Lula e a vitória de dois senadores, mirando a chapa fortalecida com o apoio na Bahia.
A formação de uma chapa puro-sangue do PT para governo e Senado na Bahia rifou um aliado da base: o senador Angelo Coronel, que deixou a reeleição e negocia espaço na chapa liderada por ACM Neto, da União.
O chapão do PT será encabeçado pelo governador Jerônimo Rodrigues, na reeleição, com Jaques Wagner disputando o Senado e Rui Costa na disputa pela outra vaga. A entrada de Rui na chapa precipitou a mudança.
Com a adesão de Rui, Coronel foi preterido e deixou o PSD, que apoiava a aliança. O senador afirmou ter sido rifado, alegando não ser considerado pelo grupo por não ser visto como puro sangue.
A saída de Coronel ocorreu após críticas à forma de composição, segundo ele. Em entrevista à rádio Baiana FM, relatou que o desfecho o machucou e que sentiu desrespeito ao ser descartado.
Ele disse ainda que, até dezembro, sua candidatura era considerada certa pela base governista. Asta de saúde acompanhou o susto: a pressão arterial dele subiu, necessitando de tratamento.
O PSD, sob Otto Alencar, permanece no bloco de apoio ao chapão. Otto indicou que o partido pode ter participação relevante na chapa e não descartou possibilidade de negociação com Jerônimo.
Na visão do governador, a crise é acompanhada de perto e ainda pode haver um consenso entre as forças. Jerônimo quer manter a chapa competitiva para reeleição de Lula e votos para os senadores.
Oposição comemora a saída de Coronel, vendo o episódio como desgaste político para o PT. A cena política na Bahia passa a ficar mais aberta, com espaço para novas tratativas entre partidos.
ACM Neto afirmou que as conversas com Coronel começam agora, destacando que o União Brasil manterá as portas abertas para alianças futuras, conforme o ritmo das negociações.
Contexto político na Bahia
A Bahia é estratégica para o PT por ser o maior estado sob o governo do partido e por ter dado a maior votação a Lula no segundo turno de 2022. A disputa pela vaga de senador passa a ganhar relevância regional.
Entre na conversa da comunidade