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Starmer lamenta Mandelson, acusa ex-embaixador de mentir repetidamente

Starmer afirma arrependimento pela nomeação de Mandelson como embaixador a Washington, diante de acusações de mentiras repetidas e de investigação policial

British Ambassador to the United States Peter Mandelson walks on the day British Prime Minister Keir Starmer holds an emergency Cobra meeting to discuss Israel-Iran conflict, in London, Britain, June 18, 2025. REUTERS/Jaimi Joy/File Photo
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  • O primeiro-ministro Keir Starmer lamentou ter nomeado Peter Mandelson como embaixador no Washington, dizendo que ele criou uma “lista de enganos” sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein.
  • O governo cedeu à demanda do Partido Conservador para tornar públicos dados sobre a nomeação, mas Starmer disse que só divulgará documentos que não prejudiquem a segurança nacional nem as relações internacionais.
  • Mandelson deixou a Câmara dos Lordes e está sob investigação policial por suposta conduta imprópria no cargo; documentos do Departamento de Justiça dos EUA sugerem vazamento de mensagens e pagamentos a Mandelson ou a seu ex-parceiro.
  • Starmer afirmou ter removido Mandelson de cargos e títulos após as acusações, citando traição ao país; a nomeação, em final de 2024, foi justificada pela experiência dele em governos anteriores e na União Europeia.
  • Parlamentares devem votar sobre a divulgação de documentos ligados à nomeação; o premiê informou que pediu à polícia que não haja prejuízo às investigações em curso.

O primeiro-ministro Keir Starmer manifestou pesar pela nomeação de Peter Mandelson como embaixador no Washington, afirmando que Mandelson criou uma série de mentiras sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. A fala ocorreu após o episódio ganhar contornos de crise política.

Starmer autorizou a publicação de informações solicitadas pela oposição sobre a indicação, mas disse que reduziria o alcance dos documentos, evitando revelar dados que possam prejudicar a segurança nacional ou as relações internacionais.

Mandelson, figura veterana do Partido Trabalhista, renunciou ao Parlamento em decorrência de ligações com Epstein e encontra-se sob investigação policial por suposto mau uso do cargo. Documentos oficiais dos EUA sugerem vazamentos de informações.

Relatórios divulgados pela Justiça dos EUA indicam que Mandelson pode ter repassado documentos confidenciais a Epstein, que teria registrado pagamentos ao então parceiro dele. Mandelson afirma não lembrar de recebimentos.

Starmer defendeu a decisão de afastar Mandelson de funções públicas, dizendo ter agido rapidamente diante das acusações. O premiê também informou ter discutido com a monarca a retirada de Mandelson de conselhos oficiais.

A nomeação de Mandelson ocorreu no fim de 2024, com a justificativa de aproveitar experiência no governo de Blair e Brown e como comissário de comércio da UE para lidar com Washington após a chegada de Trump.

Mandelson foi afastado do cargo em setembro, após surgirem documentos que revelavam proximidade com Epstein mesmo após o caso de 2008. Reportagens apontam 2009 e 2010 como períodos de contatos com Epstein.

Nesta terça-feira, o governo de Starmer encaminhou um dossiê à polícia, que abriu apuração sobre possível conduta imprópria no serviço público. A polícia comunicou à Assembleia superior sobre as investigações.

O Ministério Público britânico e a polícia continuam avaliando informações para evitar qualquer dano às investigações em curso, segundo declarações do governo. O Parlamento votaria sobre a liberação de documentos relacionados à nomeação.

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