- O presidente Donald Trump pediu aos americanos que virem a página do escândalo Epstein, após a divulgação de novos documentos.
- A divulgação provocou uma investigação britânica contra o ex-político Peter Mandelson por crimes de má conduta no exercício de cargo público.
- Nos Estados Unidos, Bill Clinton e Hillary Clinton vão depor no Congresso no fim de fevereiro sobre seus laços com Epstein.
- Trump afirma ter sido inocentado pelos arquivos divulgados e afirma que não houve conteúdo que o envolvesse.
- Várias personalidades citadas nos documentos tiveram seus nomes revelados, incluindo imagens e dados privados; uma audiência judicial sobre privacidade foi cancelada após acordo entre as partes.
Donald Trump pediu aos norte-americanos que “voltem a focar na vida das pessoas” e encerrem o capítulo Epstein, após a divulgação de novos documentos sobre o caso. A reação ocorre em meio a investigações envolvendo figuras públicas citadas nos arquivos.
Na Inglaterra, o ex-embaixador Peter Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes enquanto as autoridades abrem apuração por possível má conduta no exercício de cargo público relacionada a Epstein. A polícia britânica confirmou abrir investigação sobre o caso.
Nos Estados Unidos, o comitê da Câmara responsável pelo caso Epstein informou que Bill Clinton e Hillary Clinton prestarão depoimento no Congresso no fim de fevereiro. A agenda divulgada pelo órgão aponta que o ex-presidente deve depor no dia 27 e a ex-secretária de Estado no dia anterior.
Desdobramentos legislativos e judiciais
Trump reafirmou sua posição de inocência em relação aos arquivos divulgados, destacando que não houve evidência direta contra ele. O republicano afirmou que a divulgação não o incrimina e sugeriu que o tema deve ser substituído por questões como a saúde pública.
O comitê ressaltou que nenhum dos Clinton está acima da lei e confirmou que as audiências serão gravadas e transcritas. A decisão ocorreu após o casal indicar mudança de ideia pouco antes de uma votação sobre o processo de obstrução no Congresso.
Contexto e divulgação de material
Os nomes de supostas vítimas de Epstein, que deveriam permanecer sob sigilo, chegaram aos registros públicos. Advogados citados pelo The New York Times indicaram que informações sensíveis também foram incluídas, incluindo imagens e dados pessoais.
A divulgação gerou pedidos de bloqueio de acesso a parte dos arquivos. Um juiz federal cancelou a audiência prevista após as partes chegarem a acordo sobre questões de privacidade. Várias personalidades já haviam sido associadas ao caso em arquivos anteriores.
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