- A UFPA vai conceder diploma de graduação simbólico ao estudante Cezar Morais Leite, morto aos 19 anos durante uma aula no campus de Belém em 1980.
- A decisão foi aprovada pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão e envolve um ato de reparação simbólica.
- A cerimônia ocorrerá no campus, com a participação da família de Cezar e da comunidade acadêmica; o diploma é honorífico e não confere grau tradicional.
- A medida acompanha ações de outras universidades, como USP, UFMG, Ufal e Unirio, que reconheceram vítimas da ditadura.
- O relator Edmar Tavares afirmou que o gesto reconhece a violência do período, preserva a memória da instituição e fortalece o compromisso com democracia e direitos humanos.
A Universidade Federal do Pará (UFPA) vai conceder um diploma simbólico ao estudante Cezar Morais Leite, assassinado pela ditadura cívico-militar em 1980 nas dependências do campus de Belém. A decisão foi aprovada pelo Consepe na segunda-feira, 2, e uma cerimônia ainda será marcada.
Cezar Morais Leite era de Belém, tinha 19 anos e cursava Bacharelado em Matemática. Ele foi morto durante uma aula da disciplina Estudos dos Problemas Brasileiros, por um agente infiltrado na repressão estatal, em meio a um contexto de perseguição política.
A iniciativa acompanha ações de outras universidades que já deram diplomas simbólicos a estudantes mortos ou desaparecidos no período. USP, UFMG, Ufal e Unirio já adotaram medidas semelhantes para preservar a memória.
Reconhecimento institucional
O relator Edmar Tavares descreveu o ato como reparação histórica e retomada da memória. O parecer aponta que a medida integra a justiça de transição e se fundamenta em orientações da CNV.
A decisão reforça o compromisso da universidade com a memória, a democracia e os direitos humanos, reconhecendo a violência contra um estudante que teve a trajetória interrompida pelo autoritarismo de Estado.
Papel da universidade
O reitor Gilmar Pereira informou que a cerimônia ocorrerá no campus, com participação da família de Cezar Morais Leite e da comunidade acadêmica. A universidade confirma que o gesto é de caráter honorífico e simbólico, não um diploma acadêmico tradicional.
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