- A CPI do Crime Organizado ouviu apenas colaboradores de segundo escalão de Ibaneis Rocha (DF) e enviou Cláudio Castro (RJ) ausente por estar fora do país, ambos convidados para falar sobre a gestão contra a violência.
- A investigação da Polícia Federal avançou sobre o BRB, que comprou terreno do Master e tentou adquirir metade da instituição; há indícios de gestão fraudulenta e anotações que apontam que a aquisição de carteira de crédito era vista como necessária para o Master não quebrar.
- No Rio, o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso temporariamente ao retornar dos EUA, ligado a suspeita de ocultação de provas na operação Barco de Papel, que investiga 1 bilhão de reais do Master.
- O caso envolve também a venda de carteiras de crédito e possíveis ligações entre bancos estatais e o Master, com propostas sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) discutidas no Congresso.
- Parlamentares pedem impeachment de Ibaneis Rocha; a relação entre o governo do DF e o BRB e a proximidade de alianças políticas alimentam críticas, enquanto o Legislativo local mantém posição mais reticente.
No Distrito Federal e no Rio de Janeiro, investigações associadas ao caso Master avançam e chegam aos governadores Ibaneis Rocha e Cláudio Castro. Rocha enviou um colaborador de segundo escalão à CPI do Crime Organizado, que recusou ouvir o substituto. Castro estava no exterior e enviou explicação por escrito. Ambos foram convidados a depor sobre as ações de suas gestões contra a violência e a criminalidade.
A Polícia Federal já concentra apurações sobre o BRB, banco público do DF, ligado às operações do Master. Há inquérito específico sobre gestão fraudulenta envolvendo a aquisição de carteiras de crédito. Uma diretora do BRB apontou que o presidente da instituição defendia a aquisição para manter a empresa solvente, sugerindo interesse no negócio do Master.
No Rio, a PF prendeu temporariamente Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência, ao retornar dos Estados Unidos. O alvo investiga sumiço de provas e documentos relacionados ao investimento de 1 bilhão de reais no Master. Em janeiro, a polícia realizou a Operação Barco de Papel, vasculhando o apartamento de Antunes e objetos de irmãos dele, suspeitos de ocultação de provas.
O Master, criado com promessa de remuneração elevada, captou recursos de fundos de pensão e bancos estatais na esfera federal. A operação visava manter a liquidez diante de dificuldades e envolveu o Rioprevidência, o BRB e o BRB em diferentes estágios do esquema. Procuradores apontaram possíveis crimes de colarinho branco, maquiagem contábil e indução a erro.
Aproximação entre as apurações e o interesse político é tema recorrente. O ex-governador Rodrigo Rollemberg e o ex-senador Cristovam Buarque pedem impeachment de Rocha, citando responsabilidade em decisões associadas ao BRB e ao Master. O Legislativo local, porém, permanece sob controle da base governista, o que dificulta avanços estratégicos no tema.
No âmbito da CPI, a discussão sobre o caso segue nesse ritmo de revelações e depoimentos. O andamento envolve autoridades dos estados, órgãos de controle e o Ministério Público, com o objetivo de esclarecer impactos financeiros e responsabilidades políticas. As investigações continuam em andamento, sem conclusão anunciada.
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