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Lula planeja apoiar candidato para barrar avanço da direita no Senado

Lula intensifica estratégia para eleger senadores aliados e impedir avanço da direita no Senado em 2026, com foco em ministros e quadros do PT

Marina Silva é uma das estratégias de Lula para o Senado em 2026. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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  • Lula intensifica ações no PT e junto a aliados para barrar a ofensiva da direita no Senado nas eleições de 2026, com foco em manter experiência da maioria na Casa.
  • O Senado tem 81 cadeiras, sendo 54 renováveis neste ano; a esquerda projeta obter 34 cadeiras no total para manter influência sem depender do Centrão.
  • Gleisi Hoffmann é pré-candidata ao Senado pelo Paraná, ocupando espaço deixado por Enio Verri, que abriu mão de concorrer.
  • Em São Paulo, o PT estuda lançar nomes como Fernando Haddad, Marina Silva ou Simone Tebet, dependendo da disputa pelo governo estadual.
  • Outros nomes citados pelo planejamento incluem Rui Costa, na Bahia, e aliados como Carlos Fávaro, em Mato Grosso, e Silvio Costa Filho, em Pernambuco; decisões dependem de candidaturas regionais e alianças.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a atuação do PT e de aliados para frear a avanço da oposição no Senado nas eleições de 2026. O objetivo é manter, ou ampliar, a maioria da Casa frente à direita.

Ao todo, 54 das 81 cadeiras do Senado serão renovadas. O governo calcula que a oposição possa chegar a 24 eleitos, o que mudaria o equilíbrio da Casa. Centrão também influencia o cenário, ora alinhado ao governo, ora à oposição.

Para a esquerda, o desafio é vencer 34 cadeiras ao todo: manter 21 atuais no espectro de oposição ou centro e ampliar com 13 novas vagas. A estratégia envolve nomes tradicionais e projeções locais do PT e de aliados.

Estratégia para conter a direita

Lula tem destacado a importância do Senado, já que a Casa pode aprovar autoridades indicadas pelo governo, como ministros do STF e da AGU, além de cassar ministros do STF com dois terços de votos. A avaliação é de que o Senado é decisivo para o Judiciário.

A tática envolve lançar candidatos fortes em estados-chave, buscando nomes com base local para vencer disputas internas. A prioridade é ampliar a bancada petista e de aliados em estados estratégicos.

Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, é pré-candidata ao Senado pelo Paraná. Ela substitui Enio Verri, que abriu mão de concorrer a pedido de Lula e não apareceu bem nas pesquisas; Verri está atrás em levantamentos, segundo Paraná Pesquisas.

No estado de São Paulo, o PT analisa candidaturas de Haddad, Marina Silva ou Simone Tebet para disputar o Senado. A escolha depende do ritmo da disputa ao governo paulista, onde Tarcísio de Freitas deve concorrer à reeleição.

Caso Flávio Bolsonaro não siga rumo ao governo e Tarcísio tente o Planalto, o PT cogita compor com Haddad e Alckmin na chapa ao governo, abrindo espaço para Marina Silva no Senado. Tebet também pode mirar o Senado.

Além de Gleisi, o PT aponta outros nomes para manter a força no Congresso. Rui Costa, hoje na Casa Civil, é cotado para indicar vaga na Bahia. No apoio externo, Carlos Fávaro (PSD) e Silvio Costa Filho (Republicanos) aparecem como possíveis candidaturas em Mato Grosso e Pernambuco.

Entre aliados, nomes como José Guimarães, Fátima Bezerra, Paulo Pimenta e Décio Lima compõem a estrutura de apoio do governo para manter domínio da Câmara Alta. A composição depende de negociações estaduais e nacionais ao longo do período eleitoral.

A pesquisa do Paraná Pesquisas, contratada pelo MDB Nacional, trouxe dados de 1.300 entrevistas entre 18 e 22 de janeiro de 2026, com margem de erro de 2,8 pontos. O estudo ressalta as dificuldades da esquerda diante do cenário atual.

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