- Defesa de Jair Bolsonaro minimiza o laudo da Polícia Federal, afirmando que não há conclusão expressa pela manutenção dele na Papudinha.
- Advogados aguardam o parecer do cirurgião Cláudio Birolini, que atuará como assistente técnico na perícia.
- A Polícia Federal conclui que a saúde dele demanda cuidados, mas que pode cumprir a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.
- O ministro Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para defesa e PGR se manifestarem sobre o relatório.
- O laudo aponta risco de descompensação clínica súbita sem assistência médica contínua e lista comorbidades como hipertensão, SAOS grave e obesidade.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira que o laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal não conclui expressamente pela manutenção do ex-presidente na Papudinha, em Brasília. Os advogados aguardam o parecer do cirurgião Cláudio Birolini, autorizado a atuar como assistente técnico na perícia.
A PF apontou que a saúde de Bolsonaro demanda cuidados, mas pode continuar cumprindo a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou prazo de 5 dias para manifestação da defesa e da PGR.
A defesa sustenta que o laudo não indica internação hospitalar imediata, mas alerta para risco de descompensação clínica súbita caso a assistência médica não seja constante, com potencial de morte. Também aponta possibilidade de novas quedas pelas condições avaliadas.
Nesta quarta, os advogados informaram Moraes que o quadro de saúde piorou nos últimos dias e cobraram a apresentação do laudo com máxima urgência. O documento também cita a necessidade de avaliação diagnóstica diante de sinais neurológicos.
Conforme o periciamento, Bolsonaro apresenta sinais que indicam maior risco de novos episódios de queda. Entre as comorbidades listadas pela PF estão hipertensão arterial, SAOS grave, obesidade, aterosclerose, refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.
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