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Gilmar Mendes solicita vista em ação sobre delação bilionária de Eike Batista

Gilmar Mendes pediu vista em ação sobre delação de Eike Batista, atrasando o julgamento por até noventa dias e mantendo debêntures de cerca de R$ 2 bilhões como garantia

Com pedido de vista, Gilmar Mendes pode segurar por até 90 dias ação que discute se Eike pode pagar multa de delação premiada com debêntures leiloadas judicialmente. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O ministro Gilmar Mendes pediu vista nesta sexta-feira (6) em ação sobre o pagamento de multa em delação premiada de Eike Batista, podendo segurar o julgamento por até 90 dias.
  • O caso envolve debêntures emitidas pela IronX Mineração; a PGR quer que o ativo permaneça como garantia da delação mesmo após leilão na falência da NB4 Participações, com valor próximo de R$ 2 bilhões.
  • Toffoli negou o pedido de Mendes; André Mendonça também pediu vista, acompanhando o relator em defesa de terceiros de boa-fé não serem prejudicados.
  • Toffoli afirmou que, uma vez indicado o bem para pagamento da multa, ele não estava mais sob disponibilidade e não poderia servir como garantia, mesmo em pedidos futuros.
  • Eike contestou Toffoli, pediu suspeição do ministro por suposta relação com André Esteves, e a defesa aponta valor do ativo entre R$ 612 milhões (avaliação de 2021) e R$ 800 milhões para quitar o acordo com a PGR, com a relatoria de Alexandre de Moraes reputando a suspeição inadequada.

O ministro do STF Gilmar Mendes pediu vista nesta sexta-feira (6) em uma ação que discute o pagamento de multa em acordo de delação premiada entre a PGR e o empresário Eike Batista. O pedido pode travar o julgamento na Segunda Turma por até 90 dias.

O caso envolve debêntures emitidas pela IronX Mineração, empresa do grupo de Eike. A PGR defende que esses ativos permaneçam como garantia da delação, mesmo após leilão relacionado à falência da NB4 Participações. Hoje, o ativo tem valor próximo de 2 bilhões de reais.

O relator é Dias Toffoli. Após Mendes, André Mendonça pediu vista e acompanhou Toffoli, com entendimento de que terceiros de boa-fé não podem ser prejudicados pelo oferecimento indevido de garantias por quem firmou a colaboração.

Toffoli enfatizou que, uma vez indicado na sistemática de pagamento da multa, o bem não estaria mais na esfera de disponibilidade e não poderia servir como garantia. O objetivo disso seria evitar tumultos processuais por parte do colaborador.

Eike Batista chegou a levantar suspeição de Toffoli, citando reportagens sobre a relação do ministro com André Esteves, dono do BTG Pactual. O processo seguiu para Alexandre de Moraes, que rejeitou afastar Toffoli do caso.

O empresário também apontou que Toffoli não solicitou perícia recente do ativo, mantendo avaliação de 612 milhões de reais de 2021. Eike pleiteia que o valor a ser usado para quitar o acordo seja fixado em 800 milhões de reais.

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