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Mandelson volta ao Labour após insistência por cargo

Mandelson retorna ao Labour como conselheiro próximo a Starmer, buscando frisson Blair-era e apoio interno, enquanto críticas ao seu passado ganham força

Mandelson in June 2024, as the Starmer project was preparing for an election insiders say it didn’t know how to win.
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  • Em 2024, Peter Mandelson voltou a influenciar o Labour, com sua presença sendo vista por uns como apoio estratégico e por outros como risco de manter distância.
  • Sue Gray tentou mantê-lo afastado, enquanto Mandelson pressionava por um papel no partido, gerando atrito interno.
  • O retorno ocorreu mesmo diante de controvérsias sobre Epstein, com Starmer acusando Mandelson de ter traído o país após novas informações divulgadas.
  • Insiders destacam que Mandelson reconectou-se ao Labour para trazer frisson político do período Blair e ampliar contatos com a indústria, ajudando na arrecadação de recursos.
  • A reação no Parlamento foi de raiva e divisão interna: há quem critique a liderança de Starmer por não ter clareza, enquanto outros veem Mandelson como instrumento de estratégia.

Peter Mandelson conseguiu reingressar no círculo próximo ao Labour à medida que se aproximava a eleição geral. Pessoas ligadas ao partido dizem que ele aparecia constantemente, mesmo sem ter cargo fixo, oferecendo orientação e intercalando encontros com integrantes da liderança na sede em Westminster.

Alguns dirigentes ficaram confortáveis com a presença do veterano do New Labour; outros preferiram manter distância. Sue Gray, então assessora-chefe de Keir Starmer, tentava afastá-lo de atividades relevantes, sinalizando resistência à ideia de um retorno formal.

Nesta semana, o primeiro-ministro pediu desculpas por ter acreditado em supostos vínculos de Mandelson com Jeffrey Epstein e por ter dito ter sido enganado sobre a relação do ex-assessor com o caso. A controvérsia alimenta debates internos sobre a conveniência de manter Mandelson no núcleo do projeto.

Emails em uma remessa de 3 milhões de documentos do Departamento de Justiça dos EUA sugerem que Mandelson repassou informações sensíveis a Epstein durante a crise financeira. Starmer afirmou que Mandelson lhe “betrayed our country” ao longo do tempo.

Antes de sua nomeação como embaixador britânico em Washington no ano passado, Mandelson descreveu Epstein como alguém que ele quase não conhecia, durante o processo de checagem de antecedentes. A nomeação provocou críticas entre parlamentares que apontam conflitos de interesse.

A relação entre Mandelson e Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, é citada como fator-chave para a reentrada do ex-político no círculo interno. A ligação entre os dois é vista como um ativo estratégico por alguns e como um risco por outros.

Altos membros da bancada lembram que Mandelson já esteve perto de Jeremiah Corbyn e, mais recentemente, manteve vínculos com financiadores e setores empresariais. O episódio intensifica o debate sobre a direção do Labour e a clareza de liderança.

Mandelson foi visto em eventos de captação de recursos em 2024, quando o partido precisou de apoio financeiro. Fontes indicam que a relação com figuras de Labour Together contribuiu para ampliar o alcance de doações a candidatos.

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