- Alexandre Ramagem foi interrogado pelo STF por videoconferência nesta quinta-feira; a oitiva durou cerca de cinquenta minutos e foi conduzida por uma juíza auxiliar, com participação da Procuradoria-Geral da República, e ele foi representado pelo advogado Paulo Cintra.
- O depoimento diz respeito a crimes de danos vinculados aos atos de oito de janeiro de dois mil e vinte e três; Ramagem está nos Estados Unidos desde setembro e é considerado foragido pela Justiça.
- Em maio de dois mil e vinte e cinco, a Câmara dos Deputados suspendeu parte do processo, o que impediria o julgamento pelos crimes de dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado enquanto estivesse no mandato.
- A Mesa Diretora cassou o mandato de Ramagem em dezoito de dezembro do ano anterior; Moraes retomou a ação penal dias depois, e o processo permanece na fase de instrução.
- Ramagem já foi condenado a dezesseis anos de prisão em outro caso relacionado a golpe de estado e organização criminosa; o governo brasileiro encaminhou pedido de extradição aos Estados Unidos, entregue pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado no trinta de dezembro.
O ex-deputado Alexandre Ramagem, PL-RJ, foi interrogado nesta quinta-feira (5) pelo STF via videoconferência. A ação penal envolve crimes de danos vinculados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Ramagem está nos Estados Unidos desde setembro e é considerado foragido.
Segundo o termo de audiência, a oitiva durou cerca de 50 minutos. O procedimento foi conduzido por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Ramagem respondeu a perguntas da magistrada e do representante da PGR, com defesa de Paulo Cintra.
Em maio de 2025, a Câmara dos Deputados suspendeu parte do processo ligado à alegada trama golpista contra Ramagem. A suspensão diz respeito a crimes de dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado durante o mandato.
Os delitos estão conectados aos fatos de 8 de janeiro, após a diplomação dele como parlamentar. A Câmara cassou o mandato de Ramagem em 18 de dezembro do ano passado, conforme decisão da Mesa Diretora.
Dias depois, Moraes retomou a ação penal pelos crimes de dano; o processo está na fase de instrução. Ramagem já havia sido condenado a 16 anos de prisão em outros desdobramentos.
Ramagem deixou o Brasil em setembro, antes do julgamento final. Em 25 de novembro de 2025, Moraes encerrou o processo e determinou o cumprimento da sentença para os réus do “núcleo 1”, levando à sua condição de foragido.
O governo brasileiro encaminhou pedido de extradição aos EUA. A Justiça informou que a solicitação foi entregue pela Embaixada em Washington ao Departamento de Estado no dia 30 de dezembro.
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